segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Entrega das aves em Barcelos

Ontem foi dia de uma viagem,viagem essa a Barcelos para entregar as aves para o Internacional do Atlântico.As 11.30h da manhã comecei a apanhar as aves e a colocá-las na transportadora.Comecei pelos Ágatas amarelos mosaicos,de seguida coloquei dos intensos,nevados e consequentemente os castanhos e os Negros.Sai de casa eram 12.05 apanhei a estrada virada a Oiã e entrei na Auto-Estrada virado ao Porto.No Porto parei na estação de serviço onde almoçei,cerca de meia hora.Retomei a estrada e apanhei a A3 virado a Braga,passados alguns km apanhei a A11 virado a Barcelos,andei um pouco á nora devido não saber onde era o pavilhão,parei e falei com um Sr onde me disse que era no parque da cidade e que ficaria perto de uma Igreja e que antes da Igreja teria que virar á direita e eu assim o fiz.Cheguei ao pavilhão por volta das 14.20h, onde já se encontravam criadores para entregar as sua aves.A Viagem correu naturalmente bem e as aves foram entregues devidamente.O que me fez participar neste campeonato foi uma maior concorrência e também participar em algo mais sério e competitivo como já disse,por isso o importante para mim é participar,os prémios se vierem serão por acréscimo.Agora só falta mesmo as classificações.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Preparação das aves

Boa noite,hoje foi dia de mais um banho manual ás minhas aves.Isto para que as mesmas estejam em condições(secas) quando eu as levar este Domingo(25/10) a Barcelos.
A concorrência é muita, e se poder ganhar um pontinho a mais,pode fazer toda a diferença...agora é esperar que chegue Domingo para levar as aves e que tudo corra bem.
Eu irei estar em Barcelos no dia 25(Domingo) e no dia 1 de Novembro.
Desejo a todos boas exposições e optimos resultados!!!!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Quistos

A cada dia que passa a tecnologia ornitológica evolui mais e novas técnicas surgem para que possamos utilizá-las no nosso canaril.
Chegou a vez dos "Lumps" ou "Bolas" que tanto enfeiam os nossos pássaros. Em todo o canaril,aparece esse tipo de problemas e nunca sabemos realmente como tratá-los. Ultimamente estamos utilizando uma nova técnica que tem dado óptimos resultados e que passaremos a relatar aos criadores.
Há inúmeros factores e causas que provocam o surgimento das "Bolas" como:
·Pássaros com muita plumagem e excesso de penas;
·Erro no acasalamento;
·Debicagem dos pais nos filhotes ou o próprio canário magoando o folículo da pena, facilitando o aparecimento da "bola";
·A falta de nutrientes específicos bem como uma nutrição inadequada.
Anteriormente já foi tentado inúmeras maneiras de sarar o problema como:
-Amarrar com fio dental, e esperar cair;
-Amarrar com fio dental para cortar;
-Retirar e cauterizar a bola com bisturi elétrico, etc...
Porém, o mais novo método consiste em: Injectar ALBOCRESIL directo na "bola", uma quantidade necessária que se consiga injectar ,duas ou três vezes com uma agulha de insulina em vários locais da bola, durante 2 a 3 dias. Após esse tratamento é só cortar o suficiente para retirar a "bola" seque o local e coloque novamente o produto. Quando pretendemos retirar de uma só vez, fazemos cirurgia na qual utilizamos um isolante que nada mais é que duas laminas de alumínio unidas, em uma extremidade com um rebite e uma cavidade nas duas lâminas. Usamos a cavidade para segurar a "bola" e para não passar calor do ferro de soldar que usamos como bisturi eléctrico, ao corpo do canário que estamos a operar acautelando o local da mesma. Após a extração utilizamos uma pomada cicatrizante como protectora do local. Acreditamos que com essa nova tecnologia possamos sarar de uma vez esse problema que tanto aflige e causa a impressão de falta de cuidado com os nossos pássaros. Esperamos que estas informações auxiliem a todos ornitófilos e colocamos-nos à disposição para qualquer esclarecimento que ache necessário.

Fonte: http://www.canarilvalenca.com.br/artigos_detalhes.php?numero=451&ano=2005&cod_cat=23

domingo, 18 de outubro de 2009

CRITÉRIO DE JULGAMENTO NOS CANÁRIOS DE COR

LIPOCROMOS

- Os canários de cor lipocromica ( sub plumagem branca), têm a particularidade de possuírem o factor de inibição das melaninas e são julgados por “VARIEDADE e CATEGORIA”.

1 – VARIEDADE (Lipocromo)
Este termo refere-se à cor lipocrómica possuída pela ave a examinar pelo Juiz. As variedades reconhecidas pela COM, são distribuídas por seis cores:

A) Expressão lipocrómica máxima – Amarelo e Vermelho;
B) Inibição parcial do lipocromo – Branco Dominante;
C) Inibição total do lipocromo – Branco Recessivo;
D) Diluição do pigmento lipocromino (Mutação) – Amarelo Marfim e Vermelho Marfim.

A) Amarelo e Vermelho – Para julgar estas duas variedades temos de considerar o grau de pureza, teor quantitativo e a uniformidade do lipocrómo que a ave possui. Devemos preferir os canários que apresentem uma pureza perfeita do lipocrómo, acompanhada duma expressão máxima e de uma uniformidade total na cor. Na variedade Amarelo, devemos sempre de preferir a tonalidade limão.

B) Branco Dominante – C) Branco Recessivo – Existem três espécies de Branco, o Branco Recessivo, Branco Marfim e Branco Dominante – Para os brancos em geral os critérios de julgamento “Variedade” e “Categoria” são agrupadas estas duas rubricas, considerando a pontuação máxima global de 55 pontos, segundo os critérios da COM.

C) Amarelo Marfim e Vermelho Marfim – Para julgar estas duas variedades, temos que ter em conta o grau de pureza, a diluição e a uniformidade do lipocromo. Temos que preferir exemplares que apresentem um grau de pureza lipocromico perfeito, uniformidade e diluição máxima.

2 – CATEGORIA

Este termo refere-se à repartição do lipocromo, determinado pela natureza e à estrutura da pena.

CATEGORIAS RECONHECIDAS

A) Intenso;
B) Nevado;
C) Mosaico.

A) Intenso – Aqui as aves não podem apresentar nenhuma marca de formação de Nevado, o pigmento lipocromo deve estender-se até à extremidade da pena.

B) Nevado – Devemos preferir as aves cuja escamação (nevado) seja nítida, curta e uniforme por todo o corpo da ave.

C) Mosaicos – Macho (Tipo 2) – Os preferidos são as aves que apresentem uma mascara bem definida, delimitada com localização lipocromica intensa nas zonas de eleição (mascara, encontros, rabadilha e peito, com os olhos situados no interior da máscara, fazendo lembrar o pintassilgo. As remiges devem ser o mais branco possível, rabadilha bem colorida e delimitada, com o peito a mostrar por transparência uma zona colorida e bem separada da máscara e dos flancos e baixo-ventre branco, cor de giz.

Fêmeas (Tipo 1) – Devemos preferir as aves que apresentem uma localização lipocromica intensa e bem delimitada nas zonas de eleição (linha dos olhos, ombros, rabadilha, sendo o resto do corpo de cor branco giz.

NB: No que diz respeito aos canários melanicos a categoria mosaico, vai influenciar o desenho:

- Estrias melanicas na cabeça;
- Lipocromo ausente nas inter-estrias.

FACTOR INO OU SATINÉ

Todos os canários lipocromos INO ou SATINE têm olhos vermelhos. Esses exemplares devem ser julgados com os mesmos critérios dos restantes lipocromos.


CRITÉRIOS DE JULGAMENTO NAS MELANINAS CLÁSSICAS

MELANINAS: A melanina é constituída por pigmentos escuros (negros ou castanhos) que se encontram em certas células dos vertebrados, à qual se deve a cor da pele, cabelos e penas nas aves.

Nos canários podemos encontrar três tipos de melanina: Eumelanina negra, Eumelanina castanha e Fhaeomelanina.

Os canários de cor melanica (Sub-plumagem pigmentada) serão julgados por “TIPO” – “VARIEDADE” – “CATEGORIA”. No que diz respeito à VARIEDADE e CATEGORIA os critérios serão proporcionalmente os mesmos que são adoptados para os lipocromos.

No que diz respeito ao TIPO define a natureza e o grau de pigmentação das melaninas do exemplar.

TIPOS OU SÉRIES RECONHECIDOS PELA C.O.M

Melaninas oxidadas
1) Negro;
2) Castanho.

Melaninas Diluídas
3) Ágata;
4) Isabel.

1) NEGRO – Existem nas variedades Branca, Amarela e Vermelha, com a possibilidade do Marfim - Estes canários apresentam uma máxima oxidação dos pigmentos melanicos. A oxidação do Negro manifesta-se nas patas, unhas e bico. As penas dos ombros, asas e cauda devem ser fortemente coloridas de negro, as costas, flancos e cabeça devem apresentar estrias pretas sobre um fundo fortemente oxidado.

2) CASTANHO – Existem nas variedades Amarelo, Branco e Vermelho, com possibilidade do factor de diluição do Marfim. Estes canários, transformam a eumelanina negra em eumelanina castanha, dando origem ao pigmento melanico castanho completamente oxidado, ou seja nas tonalidades e expressões máximas, característica do facto de desaparecer o pigmento preto.

Desenho idêntico ao tipo Negro, constituído pelas estrias dorsais que partem do cimo das costas e estendem-se até às grandes penas, cobrindo as asas. Ao contrario do Negro, a cor das estrias é castanha, as marcas das remiges são as penas acentuadas, estrias bem marcadas e simétricas nos flancos que deverão ser da mesma cor tonalidade melanica que as costas, cabeça e peito. Expressão máxima da melanina eumelanina castanha.

3) ÁGATA – Existem nas variedades de cor Branco, Amarelo e Vermelho, com a possibilidade do Marfim.

As características típicas do Ágata, são a presença simultânea do pigmento melanico negro diluído, devendo apresentar uma margem cinzenta-pérola nas extremidades das retrizes e remiges, estrias nas costas, flancos e bigodes, junto às mandíbulas. Devemos ter em atenção que a diluição no Ágata varia entre largos limites, podendo transformar-se gradualmente para uma oxidação exagerada, com unhas e bicos um pouco oxidados, característica atípica do ágata, penalizante nos julgamentos.

Nos Ágatas as marcas de diluição devem ser bem visíveis, essencialmente nos rebordos das penas, estas devem ser claras, cor de cinza, devendo desaparecer a eumelanina castanha, existindo a concentração máxima do negro.

As estrias nas costas e flancos devem ser bem marcados e simétricos. O desenho na cabeça é muito importante no Ágata, sendo constituído por uma calota preta nos intensivos, cinza escuro nos nevados e por estrias finas e curtas no mosaico.

As sobrancelhas devem ser privadas de melanina, apresentando a concentração máxima de pureza do lipocromo, devendo apresentar bigodes com a concentração máxima de melanina bem visíveis, as patas unhas e bico, serão de cor de carne e as inter-estrias, devem apresentar uma boa expressão de lipocromo, excepto nos mosaicos.

4) ISABEL - Este tipo de exemplares não provêm de nenhuma mutação propriamente dito, mas sim de uma combinação do Castanho e do Ágata, que, mediante um fenómeno genético denominado “crossing-over”deu origem a estes exemplares.

As características típicas da Isabel são o de apresentar apenas a eumelanina castanha fortemente reduzida por um factor de diluição. Esta diluição deve ser uniformemente visível sobre o manto sem manchas claras em determinados pontos, tais como nos flancos ou extremidades das remegis e rectrizes.

O dorso deve apresentar um desenho (estrias) como do tipo Ágata, curtas e finas, com uma ligeira marcação nos flancos. A inter estria deverá permitir a expressão do lipocromo.

O Isabel apresenta-se nas cores lipocromicas branco recessivo, branco dominante, amarelo, amarelo marfim, vermelho e vermelho marfim na categoria Intenso, nevado e Mosaico, o bico, patas e unhas são de cor clara e os olhos são pretos.

O Isabel poderá ser afectado pela mutação satiné, possuindo um desenho melanico perfeitamente marcado. Este desenho é formado por eumelanina castanha com um desenho idêntico ao Isabel e ausência total de feomelanina. Deverá apresentar entre o desenho um lipocromo de fundo completamente limpo e luminoso. O subplumagem é de cor bege claro, o bico, patas e unhas são de cor clara e os olhos são vermelhos.

NAS SÉRIES NEGRO, CASTANHO, AGATA E ISABEL, FACTORES DE DILUIÇÃO QUE DERAM ORIGEM ÀS SEGUINTES MUTAÇÕES:


- NEGRO – Negro Pastel, Negro Opala, Negro Topázio, Negro Eumo e Negro Ónix;

- Castanho – Castanho Pastel, Castanho Opala, Castanho Eumo e Castanho Ónix;

- Ágata – Ágata Pastel, Ágata Opala, Ágata Topázio, Ágata Eumo, Ágata Ónix;

- Isabel – Isabel Pastel e Isabel Opala, (A mutação Isabel Opal não é julgada em exposições dado o grau de diluição apresentado fénotipicamente fazer parecer que se trata de uma ave lipocromica).

NOTA: O factor pastel asa cinzenta só actua sobre as aves da série negra. E o factor satiné só actua sobre as séries diluídas (ágata e Isabel).

Negro Pastel – Existem nas cores lipocromicas, Branco, Amarelo, Vermelho e possibilidade do Marfim. A mutação pastel caracteriza-se por uma redução das eumelaninas e a dispersão da phaeomelanina. Esta diluição modifica a totalidade do desenho e transforma o negro em cinzento antracite, não podendo haver descoloração nas remiges e rectrizes. As estrias devem ser diluídas, finas e curtas. O bico, patas e unhas, devem ser uniformes, de uma só cor e o mais escuro possível.

ASAS CINZENTAS - O negro pastel “ Asas cinzentas” caracteriza-se por uma super diluição da parte média da pena, com concentrações de eumelanina negra localizado nas extremidades das regiges e retrizes. As marcas claras de diluição, situam-se em todas as penas, apresentando nas costas um desenho em forma de lunulas de cor cinza pérola e localizações negras em forma de grão nas estremidades. Sobre as remiges e retrizes a diluição da parte central e a concentração da eumelanina negra nas extremidades das penas, deixam aparecer um negro evidente associado a um cinza pérola. A extremidade negra das remiges deve ser bordada com uma orla com o máximo de um centímetro, sendo ligeiramente inferior esta orla nas retrizes. As patas, unhas e bicos devem ser de cor uniforme e o mais escura possível.

Castanho Pastel – Existem nas cores Branco, Amarelo, Vermelho e possibilidade do Marfim. A acção da mutação pastel exercida sobre o canário castanho clássico, dá origem a uma notável redução na estrutura fhaeomelanica e à dispersão da eumelanina castanha, apresentando nestes canários uma cor castanha escura por todo o corpo, com expressão mínima no desenho, e as remegis e rectrizes a apresentarem um determinado grau de diluição, apenas os intensos apresentam desenho. O bico, patas e unhas devem ser de cor de pele e a sub plumagem é de cor castanha.

Ágata Pastel – Quando a mutação pastel aparece sobre um canário ágata a débil estrutura fhaeomelanica deste é sensivelmente reduzida, com tendência para desaparecer, dando origem aos exemplares considerados óptimos. Estes canários possuem unicamente uma estrutura melanica negra com uma aurelea de diluição, produzida pela mencionada ausência total da fhaeomelanina, sendo esta diluição bastante acentuada nas remiges e rectrizes, apresentando uma cor com o tom cinza pérola. O bico, patas e unhas devem ser de cor de pele, sendo a sub plumagem cor cinza.

Isabel Pastel – Existem nas cores Branco, Amarelo, Vermelho e possibilidade do Marfim. As características típicas são o de apresentar um pigmento melanico castanho fortemente diluído até completo desaparecimento do desenho, devendo este ser apenas perceptível. A presença do factor óptico associado à diluição favorece o aparecimento de um ligeiro desenho nos intensos e mosaicos. O bico, patas e unhas devem ser cor clara, com a sub plumagem bege muito claro.

OPALA – Este carácter aparece por mutação genética, modificando a estrutura da pena e tranforma os grânulos de eumelanina negra em cinza azulado, eleminando por completo a eumelanina castanha e a fhaeomelanina. Estes últimos poderão apresentar-se unicamente em alguns exemplares das séries negras e Ágatas. O factor opala é um factor de refracção por excelência, pelo que na realidade deverá falar-se de ambos os factores (Opala e Refracção) modificarem a estrutura da pena.

Negro Opala – Existem no Branco, Amarelo, Vermelho e possibilidade do Marfim. As características típicas são o de apresentarem um factor de redução melanica que só deverá influenciar o manto (penas principais e plumagem), deixando inalterada a característica fundamental dos negros, ou seja a completa oxidação das patas e do bico e manifestação máxima da melanina negra com tonalidade cinza azulada, desaparecendo quase por completo a estrutura fhaeomelanica, aparecendo o lipocromo de fundo extremamente luminoso, sub plumagem cinza pérola.

Castanho Opala – Existem nas cores Branco, Amarelo, Vermelho e possibilidade do Marfim. As características típicas destas aves são o de o factor opala provocar o quase desaparecimento total da estrutura melanina, tanto a fhaeomelanica como a eumelanica, devendo deixar evidentes ligeiras estrias castanhas sobre um fundo oculto. O bico, patas e unhas são de cor de pele.

Ágata Opala – Existem nas cores Branco, Amarelo, Vermelho e possibilidade do Marfim. A sobreposição do factor opala na diluição da Ágata, dá origem a um canário similar ao negro opala, mas mais diluído. As melaninas no dorso, cabeça e flancos permanecem intactos, isto é da mesma forma e tamanho do ágata clássico, mas com uma tonalidade de cinza pérola azulado. O lipocromo de fundo, por ausência da fhaeomelanina, deve ser muito luminoso. O bico, patas e unhas, são cor de pela, com a sub plumagem cor de cinza pérola azulado.

Isabel Opala – Existem nas cores Branco, Amarelo, Vermelho e possibilidade do factor Marfim. Nestas aves o factor Opala provoca o desaparecimento quase total das estruturas melanicas ( fhaeomelanina e eumelanina castanha), fazendo parecer uma ave lipocromica, só algumas pessoas mais experientes serão capazes de distinguir alguns vestígios melanicos no manto e sub plumagem, somente nas remiges poderá adivinhar-se alguns vestígios de fhaeomelanina.

TOPÁZIOS – Esta mutação teve origem em canários INOs, o que explica a fhaemelanina muito importante nestas aves. Esta mutação, contrariamente aos INOs, cuja melanina aparece na periferia das penas, nos castanhos e Ágatas esta é praticamente inexistente. Estas aves apresentam uma melanina bem visível nos negros e ágatas, concentrando a eumelanina negra no centro das penas (Axe), foram denominados por canários de melaninas centrais. Os primeiros topázios a aparecerem tinham ainda bastante eumelanina castanha e fhaeomelanina, com o decorrer dos anos esta mutação veio cada vez mais a aperfeiçoar-se e hoje é das mutações mais belas, com contrastes bem definidos. Esta mutação caracteriza-se pela modificação na produção da eumelanina e por a concentração da mesma em redor do canal medular das penas, deixar aparecer largos contornos nas grandes penas. A presença do factor óptico favorece notavelmente os mosaicos, por terem um melhor contraste no desenho. Apesar destas aves quando nascem terem os olhos vermelhos com o decorrer dos dias estes vão ficando escuros.

Negro Topázio - Esta mutação existe nas cores lipocromicas Branco, Amarelo, Vermelho e possibilidade do Marfim. A eumelanina típica do negro topázio é de cor de negro chocolate (cor pele de castanha) e similar ao negro clássico, com presença mínima de phaeomelanina, permitindo um bom contraste e contornos claros nas remiges e rectrizes. Os flancos devem ser bem marcados. Olhos são negros. Na mutação topázio da série negra, chamo a atenção para a cor do bico, patas e unhas serem de cor de carne.

Ágata Topázio – Existem nas cores Branco, Amarelo, Vermelho e possibilidade do Marfim. O desenho na cor das melaninas é antracite, mais claro que nos negros, com a presença de phaeomelanina o mais reduzida possível. Os contornos das grandes penas devem ser claros, amplos e largos, com os flancos bem marcados. O bico, patas e unhas são cor clara e os olhos são negros.

Castanho e Isabel Topázio – Pela experiência que temos e por indicações da COM/OMJ, não nos permite actualmente estabelecer os Standards destas séries.

EUMOS – A mutação Eumo caracteriza-se por uma redução da eumelanina negra nos negros e ágatas e da eumelanina castanha nas aves da série castanha, e ausência da fhaeomelanina de forma a permitir uma nítida cor de fundo. O desenho dos Eumos é idêntico à dos clássicos com melanina ligeiramente mais fina.

Negro Eumo – A eumelanina deve ser negra com uma ligeira redução (negro-gris) e ausência da fhaeomelanina. Os flancos devem ter a presença de estrias de cor antrancite e desenho como os clássicos, um pouco menos larga. As remiges serão bem marcadas, o bico, patas e unhas são de cor clara e olhos avermelhados. Existem nas cores lipocromicas Branco, Amarelo, Vermelho e possibilidade do Marfim.

Castanho Eumo – A eumelanina é castanha com ausência da fhaeomelanina. Os flancos devem ser bem marcados com estrias castanhas e o desenho deve ser idêntico ao dos clássicos mas com estrias mais finas. As remiges devem ser bem marcadas, o bico, patas e unhas devem ser de cor clara. Os olhos são de cor avermelhados.

Ágata Eumo – A eumelanina é negra um pouco reduzida de cor cinza, com ausência da fhaeomelanina, estrias bem marcadas nos flancos e desenho comum dos ágatas clássicos com melanina um pouco mais fina. As remiges bem marcadas, olhos, patas e bico de cor clara e olhos vermelhos.

Isabel Eumo – Nesta série por falta de experiência não há possibilidades de estabelecer standard.

ONIXES – A mutação ONIX, caracteriza-se por uma modificação da disposição da eumelanina no interior das penas, dando uma tonalidade as estrias mais marcadas e bem visíveis com o desenho dos clássicos. Existem nas cores Branco, Amarelo, Vermelho e possibilidade do Marfim.

Negro Ónix – Caracteriza-se pela ausência da fhaeomelanina, o desenho é idêntico aos dos clássicos com uma tonalidade ainda mais negra, as remiges e retrizes devem ter uma cor o mais uniforme possível. O bico, patas e unhas devem ser o mais negro possível.

Castanho Ónix – A ausência da fhaeomelanina deve ser visível, o desenho é idêntico à dos clássicos com uma tonalidade ainda acentuada, as remiges e retrizes devem ter uma cor o mais uniforme possível. O bico, patas e unhas devem ter a cor de pele. Olhos negros.

Ágata Ónix – A ausência da fhaeomelanina deve ser bem visível, o desenho é idêntico à dos ágatas clássicos com uma tonalidade de cor cinza bem acentuada, as remiges e retrizes devem ter uma cor o mais uniforme possível. O bico, patas e unhas são de cor clara, e olhos negros.

Isabel Ónix - Nesta série por falta de experiência não há possibilidades de estabelecer standard.


JULGAMENTO DOS MELANICOS INOS

O factor INO é caracterizado pela inibição das melaninas negras, apresentando apenas as melaninas castanhas (Phaeo Melanina). Como todos os melanicos, os Inos são julgados por Tipo, Variedade e Categoria. O factor Ino afecta os Tipos das séries Negras, Castanha, Ágata e Isabel. Para os Ágatas e Isabeis, sofrem uma inibição quase total das melaninas, o julgamento será efectuado segundo critérios dos lipocromicos. Para os Negros e Castanhos as características típicas tendem em evoluir no mesmo sentido dos primeiros, subsistindo ainda algumas diferenças ao nível da pigmentação das remiges e das rectrizes. Por isso, os seus desenhos melanicos deverão exprimir um fenotipo cuja principal característica é ser o contraste observado entre as melaninas e a parte lipocromica. As características típicas dos Negros e Castanhos Inos são o de apresentar a melanina castanha sob a forma de escamação da testa às rectrizes, o peito será pigmentado com os os flancos, o bico e as patas são de cor clara e olhos rubis, aos quais chamamos PHAEOS. A perfeita escamação será o resultado de um bom equilíbrio entre uma pigmentação máxima e uma estrutura de pena adequada, permitindo a transferência dessa melanina da parte central para a periferia da pena (paheomelanina). O contraste torna-se evidente quando essa parte central é totalmente desguarnecida de melanina, contrariamente ao rebordo da pena, que apresenta a phaeomelanina.


JULGAMENTO DOS MELANICOS SATINES


O factor Satiné, caracteriza-se pela inibição da melanina negra, deixando aparecer a melanina castanha ao nível do eixo central das penas (raquis) sob a forma de estrias a melanina castanha é ausente ao nível das inter-estrias, como todas as melaninas, os Satinés serão julgados por TIPO, Variedade e Categoria. Para as duas últimas, reporta-se aos critérios de julgamento dos canários lipocromos mas com uma notação própria das melaninas. O factor Satiné só se exprime nos Ágatas e Isabeis, nos Ágatas geralmente não apresentam estrias, ao contrário os Isabeis que apresentam estrias bem marcadas, existindo assim dois fénotipos de Satinés, sendo apenas os segundos reconhecidos pela COM.

CRITERIOS DE JULGAMENTO, RELATIVO À PLUMAGEM, TAMANHO, FORMA, PORTE E IMPRESSÃO.

Plumagem – A ave tem que ter a plumagem completa, uniforme, lisa, concisa e sedosa. As penas devem recobrir-se, sobrepondo-se, com as remiges e retrizes completas e intactos.

Tamanho – O tamanho no canário de cor, pode variar entre os 13 e 14 cm, devendo as aves muito pequenas ou muito grandes ser penalizadas.

Forma - Uma ave excelente deve apresentar as condições seguintes:

- Cabeça – Redonda e larga, bico curto e cónico, olhos brilhantes, vivos e dispostos na linha imaginária superior ao fecho do bico, pescoço atarracado e proporcionado em relação ao comprimento do corpo, com reforço da base de implantação no tronco.

- Costas – Largas e cheias. Devem formar um único e harmonioso bloco com as asas que devem apoiar-se naturalmente e simetricamente sobre a base da cauda.

- Peito – Arredondado sem ser muito pesado. Visto de frente, o peito aparece-nos largo e potente.

- Tronco – Não muito gordo, nem magro e débil, deve ser harmonioso com o pescoço e cabeça, dando ao conjunto uma impressão de potência e ao mesmo tempo de elegância e beleza.

- Cauda – Nem muito comprida, nem muito curta, de harmonizar-se com o comprimento do corpo. Não deve abrir-se demasiado na sua extremidade, devendo imitar o rabo de andorinha.

- Membros inferiores – Robustos e sólidos com dedos fortes e bem seguros ao agarrar o poleiro.

- Porte – Por porte entende-se a forma como a ave se apresenta na sua gaiola. Deve-se notar que muitas vezes a forma e o porte completam-se reciprocamente, influenciando-se um ao outro. Um canário cuja forma seja má, dificilmente tem um bom porte e vice-versa. Um excelente porte pode resumir-se em três palavras: Força, Vivacidade e Activo. Em estado de calma o canário deve apresentar a linha, corpo-cauda direita e continua e definir em relação ao poleiro um ângulo de aproximadamente 45º.

- Impressão – Em relação a este termo, temos que considerar as condições de saúde e higiene da ave, como a soma de todos as outras rubricas, tendo em consideração no seu conjunto a sua unidade estética. Teremos com certeza uma excelente impressão duma ave, se para além da sua beleza, também se apresentar limpo e em perfeito estado de saúde. Temos de penalizar a presença de sujidade na cauda ou no corpo, saúde deficiente, lesões nas pernas ou nas patas. No entanto, não se deve prestar demasiada atenção a eventuais marcas de sujidade que podem ser causadas por gaiolas de exposição em mau estado higiénico ou sanitário.

Fonte:http://canariculturatuga.com/forum/artigos/criterios-de-julgamento-nos-canarios-de-cor/?highlight=onix

domingo, 11 de outubro de 2009

Internacional Barcelos

Depois de escolher os exemplares que hirão estar presentes no Internacional em Barcelos,hoje fui ao site do internacional para preencher a ficha com as aves que irei levar há exposição e já está tudo preenchido,são poucas as aves que irei levar a exposição,mas tou convicto que irão estar á altura da mesma,estou com boas espectativas para este concurso,também é a primeira vez que participo em Internacionais,mas penso que vai correr bem.
No dia 25 deste mês lá estarei para entregar as aves no local da exposição e depois é aguarda pelos julgamentos e de seguida ir ver ao site do Internacional qual a pontuação que as minhas aves obtiveram.Estou um pouco ancioso,diga-se de passagem mas penso que vai correr tudo bem.

Até lá,boas preparações das aves para as exposições!!!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Técnica Para Lavar Pássaros

"Permitir um banho regular, durante todo o ano aos pássaros de gaiola e de viveiros, é uma norma que deve cumprir um bom criador.

Necessita-se de fornecer condições para que todos os pássaros criados possam efectuar os seus banhos diários, existem banheiras apropriadas, as quais devem ser bem limpas e desinfectadas com soluções aquosas de sais quaternários de amónio.

Deve-se observar preventivamente a não utilização de substâncias ADERENTES no líquido do banho, ou seja, substâncias que venham juntar-se para favorecer a adesão às paredes, gaiolas etc; estes ADERENTES são danosos aos pássaros porque cobrem a plumagem com uma "película" e são irritantes aos olhos.

Os produtos contendo sais quaternários de amónio devem ser utilizados nas dosagens indicadas pelos produtores (normalmente 1 colher de café para 1 litro de água de banho:

para acção desinfectante e antimicótica usa-se 1 colher das de sobremesa por litro de água e esta dosagem é contra-indicada para banho ou limpeza dos pássaros.

Os pássaros gostam de banhar-se diariamente também durante o Outono e o Inverno, em água tépida, canários de cor e canários de todas as raças e todos os indígenas, a maioria dos exóticos, se saudáveis e bem alojados aceitam muito bem o banho diário ou em dias alternados.

Entretanto, as raças delicadas, algumas espécies de exóticos granívoros e insectívoros podem banhar-se em intervalos mais longos, em ambientes secos, totalmente sem correntes de ar, com água ligeiramente morna (sobretudo para os Giber Itálicos e o Giboso Espanhol, que não tem penas em certas partes do corpo) nas estações mais frias do ano.

Para alguns pássaros, mesmo oferecendo-se banheiras com água, há uma recusa de imergirem na água; isto é normal para certas espécies como Melopsittacus undulatus que preferem que esfreguem as penas contra verduras molhadas.

Para estes últimos não resta outra alternativa senão efectuar-se uma boa borrifação, sem exageros, através de alguns borrifos que são adquiridos em floricultura; dissolve-se uma colher das de café de sais quaternários de amónio para cada litro de água.

É óbvio que a gaiola contendo os pássaros que tomam banho (através da banheira ou da borrifação) deve ser bem limpa, pois de outro modo a plumagem ficaria suja e isto é um facto negativo, sobretudo para os pássaros que devem ir a concurso ou exposição.

O fundo da gaiola ou a bandeja deve ser coberto por papel limpo do tipo absorvente e os arames devem ser bem zincados e esmaltados (a ferrugem suja a plumagem).

Os únicos períodos nos quais convém evitar a borrifação são:

durante o período de reprodução (a borrifação pode espantar a fêmea que pode interromper o choco ou a alimentação dos filhotes, ou descondicionar excessivamente os reprodutores, notoriamente mais ansiosos e medrosos que podem, em casos extremos, parar o ciclo reprodutivo devido ao descondicionamento hormonal; esta última situação é mais frequente nas espécies silvestres ou ainda não bem adaptadas à vida no estado de cativeiro) e durante o período da muda, pelo perigo de resfriamento.

Banhos ou borrifações devem ser feitos sempre antes das 15 horas para evitar que os pássaros durmam molhados ou húmidos.

Como lavar os pássaros que serão expostos em concurso ou exposição:

A lavagem das penas constitui um trabalho um tanto quanto delicado, porque o corpo do pássaro é muito sensível a cada tipo de manuseio e, em cada caso, não deve tê-los muito apertados na mão.

Lembremo-nos que sempre que pegamos um pássaro na mão, ele sofre um stress mais ou menos sério.

Portanto a “lavagem manual” é uma operação que se faz somente para espécies ou raças mais domesticadas ou mais letárgicas (muitas raças de canários de forma, postura e frisados habituados ao contacto humano etc.); embora para os canários de cor e raças, sejam indígenas ou exóticas, aconselha-se evitar a captura difícil e o trabalhoso banho a mão; muito melhor oferecer-se a banheira ou borrifar-se.

Como se subdividem os canários de acordo com a plumagem:CANÁRIOS que devem ter a PLUMAGEM ADERENTE.CANÁRIOS que devem ter a PLUMAGEM VAPOROSA.

Esta subdivisão, orientativa para os criadores, torna-se necessária para a metodologia da “lavagem manual” a ser descritiva porque certos ingredientes do banho favorecem ou a uma plumagem aderente e sedosa ou uma plumagem fofa e luzente.

Assim, por exemplo, um SCOTCH não pode ser lavado com um ingrediente que favoreça a fofura nem, pelo contrário, um NORWICH pode ser lavado com um ingrediente que torna a plumagem aderente.

O criador que pela primeira vez prepara a “lavagem manual” dos próprios pássaros, deve antes praticar lavando outros pássaros que não irão para o concurso ou exposição.

Desta forma, se os primeiros resultados da lavagem não forem satisfatórios (devido a eventuais erros na “técnica do banho”) pode-se pesquisar as causas negativas que provocaram o resultado negativo.

Lembrar-se sempre que um pássaro lavado recentemente pode manchar facilmente a própria plumagem (daí a necessidade de aloja-los em lugares bem limpos e com arames sem ferrugem).

Preparos e utensílios:

Quando se prepara os pássaros que devem ser expostos, o criador não só deverá preventivamente treinar-lhes a exibirem-se sem temor, mas como também deverá certificar-se que a plumagem seja imaculada, sem penas sujas especialmente em volta do pescoço e na cauda, partes da plumagem que se sujam mais facilmente.

Normalmente a “lavagem manual” é feita uma semana antes do dia do concurso ou exposição.

Para lavar os pássaros deve-se preventivamente munir-se dos seguintes preparos:

3 ou 4 recipientes de ½ litro de água, mas o ideal seria em água corrente em fio e morna se possível;

Um champô neutro para criança, tipo que não irrite os olhos (ex: “Johnson”);

Uma garrafa de vinagre de maçã de boa qualidade;·

Um recipiente contendo glicerina;

Um pincel de barba de pêlos muito fofo (melhor dois pincéis) e uma escova de dentes macia em forma de triângulo, para lavar a cabeça;

Um recipiente contendo sabão neutro de boa qualidade;

Papel toalha bem absorvente;

Uma esponja natural, muito macia (não de plástico);

Alguns cotonetes (dos utilizados para limpeza de ouvidos humanos).

Além disso é necessário secar-se a plumagem e para tanto pode-se usar:

Uma fonte de calor (observar para não haver alterações quanto a oxigenação);

Ou um local (diferente do de criação) bem quente, com temperatura acima de 23ºC.

Deve-se ter PRECISÃO, PROTEÇÃO e DELICADEZA.

Com estes “ingredientes”, uma boa prática conferirá gradualmente aquela experiência que permitirá lavar, em uma hora, uma dúzia de pássaros para concurso ou exposição.

Procedimento:

Um local quente (bem fechado, para evitar qualquer perigo de corrente de ar) pode conter um número elevado de pássaros molhados.

É necessário evitar-se uma secagem muito rápida, ou seja, um calor excessivo que facilitaria uma plumagem desarrumada e anti estética que podem perdurar por várias semanas:

ao contrário, uma secagem muito lenta (gaiola muito distante da fonte de calor) coloca em perigo o pássaro que, pela queda de temperatura pode ser acometido de todas as complicações que se pode facilmente imaginar.

Os canhotos seguram o pássaro com a mão direita; a maioria dos destros, seguram com a mão esquerda, delicadamente, mantendo o polegar e o indicador em volta do pescoço, sobre o ombro, no sentido de evitar que a cabeça possa sair, com consequente fuga.

No primeiro recipiente coloca-se água morna com um pouco de champô; emerge-se o pincel de barba ou escova de dente e, delicadamente, manejando o pássaro na mão, se esfrega toda a plumagem sempre na direcção cabeça-cauda (ou seja, na direcção da pena e NUNCA ao contrário).

Pode-se também lavar em água morna e corrente, saindo apenas um filete é mais rápido e higiénico.

Com um bastonete, embebido em água com champô, limpa-se a cabeça, face e pescoço do pássaro, tendo-se cuidado para que a água não atinja o bico ou os olhos (mesmo um baby-shampoo irrita os delicados olhos dos pássaros).

Colocar bem a cauda na água com champô e lavar, junto as asas mantidas abertas, com o pincel de barba ou escova de dente macia.

Primeiramente lava-se a cabeça, a nuca, depois o dorso, os ombros, as asas (as asas são abertas e colocadas entre o indicador e o polegar da mão esquerda ou da direita quando se é canhoto e, com a outra mão, através do pincel de barbear, lavam-se as asas, sobretudo nas extremidades onde há mais sujeiras), o uropígio e a cauda.

Depois, delicadamente, põe-se o pássaro com o ventre para cima e, sempre seguindo a direcção da plumagem (cabeça-cauda), são lavadas as partes inferiores, começando pela face, pescoço, peito, abdómen, subcauda e a raiz da parte inferior da cauda.

Porém, para os exemplares mais irrequietos, deve-se lavar inicialmente o corpo, deixando-se por último a cabeça; deste modo o pássaro ficará mais tranquilo e não se debaterá durante a lavagem da cabeça.

Nenhum pássaro gosta de ser colocado de “barriga pra cima” e, sobretudo os mais irrequietos, debatendo-se, podem fugir da mão; porém é possível controlar-se seus movimentos colocando-se o polegar e o indicador (formando um pequeno anel) entre a cabeça e o ombro, controlando o seu fechamento para evitar a saída da cabeça.

Como lavar a cabeça e a poupa:·

Nos exemplares com poupa (tipo ARLEQUIM, GLOSTER CORONA, CREST etc.) arrumam-se delicadamente as penas, a partir do centro do poupa (“coroa”) ajustando-as e, com a extremidade do bastonete embebido em água e champô, esfregar na direcção da pena, estando muito atento para não arrancar nenhuma pena durante a operação.

A esta altura, passando-se delicadamente um dedo da mão sobre a plumagem molhada, sempre em direcção da cabeça-cauda, faz-se escorrer a maior quantidade de água e champô.

O pincel de barbear, em um recipiente contendo água pura colocada à parte, é bem lavado e espremido;

depois passa-se sobre sabão neutro e depois é molhado;

depois repassa-se sobre toda sobre toda a plumagem do corpo do pássaro do mesmo modo já descrito.

Se o pássaro não estava muito sujo, a utilização de sabão neutro pode ser evitada.

O reenxaguo:

Após o ensaboamento deve-se fazer o reenxaguo do pássaro.

Esta operação é importante na lavagem com champô, porque cada traço de sabão deve ser removido para se obter um perfeito resultado final.

No segundo recipiente, contendo água pura morna, imerge-se todo o corpo do pássaro (obviamente com excepção da cabeça); abrem-se as asas e a cauda; através da outra mão recolhe-se água pura e lava-se delicadamente o pássaro.

No terceiro recipiente é colocada água morna, na qual é adicionada: ou uma colher das de café de GLICERINA; ou uma colher das de café de um bom VINAGRE de maçã ou uva.

A GLICERINA favorece a formação de uma plumagem elástica, muito macia, sedosa, vaporosa e mais cheia e é, assim, indicada para aqueles pássaros que devem exibir este tipo de plumagem (ex: NORWICH, GLOSTER, FRISADOS etc).

Pode-se juntar à glicerina algumas gotas de limão que neutralizam traços de sabão.O VINAGRE, ao contrário, favorece uma plumagem brilhante e aderente; de tal modo é indicado para exemplares cujo standard prevê este tipo de plumagem (ex: SCOTCH, BOSSU, HOSO, PERIQUITOS ONDULADOS, espécies indígenas e exóticas de “tipo silvestre” etc.).

Utiliza-se uma colher de glicerina (com 20 gotas de limão) ou de vinagre para cada litro de água.Antes de soltar o canário na gaiola de secagem enxugue-o bem e depois deixe-o por alguns minutos enrolado na toalha para que esta absorva alguma parte da água das penas."

Artigo retirado do site: http://mundo-dos-canarios-artigos.blogspot.com/search/label/Lavar%20Aves

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A escolha das aves para a exposição

Ontem foi dia de escolha das aves,se bem que algumas delas,as ultimas a nascer ainda se encontram acabar a muda da pena.Ontem fui a casa do meu amigo e grande criador Nuno Monteiro para escolhermos as aves para as exposições, que se aproximam e em que eu vou participar,Internacional(Barcelos),Figueira da Foz e Mundial,se bem que o Mundial ainda falta algum tempo ainda poderei alterar algo.
Eu este ano tenho melhores fêmeas do que machos,alguns machos até têm boas marcações,desenho,lipocromo mas não têm boas mascaras...tinha também dois bons intensos para levar, mas infelizmente um partiu uma das unhas no transporte até a casa,já não poderá ir...foram escolhidos: Ágatas amarelos Intensos,Ágatas amarelos Nevados,Ágatas amarelos mosaicos,Castanhos Amarelos Nevados,Castanhos Amarelos Mosaicos,Negros Amarelos Mosaicos,estas aves na mutação Onix.

Agora á que as preparar,alimentação,banhos diários e esperar que corra tudo bem!

Boas preparações para as exposições!

domingo, 20 de setembro de 2009

OS PIOLHOS - uma praga a evitar

Umas das grandes preocupações dos criadores de aves são sem sombra de dúvida os piolhos, que nos transtornam principalmente na época de criações.
As três principais espécies e as que mais incómodos e danos provocam são:
- Piolho do interior das penas (Picobia Bipectinata);
- Piolho da Pluma (Amalga Posrinus);
- Piolho Vermelho (Dermanyssus gallinae).
As duas primeiras espécies alimentam-se de descamações da pele e das penas das aves, só pontualmente chupam sangue, estas duas espécies são consideradas um problema efectivo se multiplicarem de forma descontrolada.


O piolho vermelho é o mais perigoso dos três dado que é ematofago, ou seja alimenta-se de sangue.
Este piolho atacando de uma forma continuada pode levar as aves a um estado de debilidade tal que provoca a sua morte, principalmente as pequenas aves jovens que se encontram no ninho sem qualquer defesa.

COMO DETECTAR A PRESENÇA DE PIOLHOS.
A ave infectada de piolhos, mostra-se muito inquieta e agitada, e tenta de todos os modos livra-se do parasita, quer através de banhos no bebedouro quer picando-se constantemente, o que vai provocar um estado menos bom da plumagem, todos estes esforços contínuos vão provocar um enfraquecimento das aves, inclusivamente poderá acontecer que os machos deixem de cantar.
Piolho das penas – Pelo simples exame da ave detecta-se este piolho, basta estender a asa da ave infectada, e observá-la a contraluz, vai notar-se uns pequenos pontos que se deslocam rapidamente ao longo das rémiges e rectrizes.
Piolho dos barbados– Vive preferencialmente nos barbados das penas, e também com um exame cuidado se pode detectar este parasita.
Piolho Vermelho – Este piolho não vive na ave, sendo um animal nocturno só ataca as nossas aves durante a noite, estando escondido durante o dia, nos mais diversos locais:
- Poleiros Ocos- Ninhos- Frinchas das gaiolas- Matérias de tecido.
Inclusivamente podem estar escondidos a distancias consideráveis das gaiolas que irão atacar durante a noite.Esta espécie quando não controlada vive em colónias de milhares de indivíduos.

MODO DE COMBATE
Actualmente existem no mercado vários produtos indicados para o combate destes parasitas, podendo estes apresentar-se em spray ou em pó.
È importante a quando da escolha do produto para combate dos parasitas, verificar-mos se é especifico para aves e devemos sempre proceder conforme as indicações, para não provocarmos intoxicações, às aves.
Julgo também ser importante que quando se fizer a desinfecção da gaiola retirar comedouro se bebedouros, para termos a certeza de não vamos contaminar os alimentos.
Para combater esta praga, devemos proceder à desinfecção directa da ave e à desinfecção das instalações onde poderá estar a colónia de piolho.
Desinfecção directa – Pegar na ave cuidadosamente e desinfecta-la conforme indicação dada nos productos.
Contudo quem tem um plantel elevado é um pouco complicado desinfectar ave por ave , neste caso aconselho a utilização de um spray direccionado directamente às aves, tendo o cuidado de evitar a zona dos olhos. Actualmente o que uso para o combate desta praga é:
- Desifecção directa com Paramectin uma gota por ave no dorso.
- No ninho com spray insecticida da Tabernil
- E desinfecção das instalações com frontline Spray.

Fonte: http://canariculturatuga.com/sites/index.php?option=com_content&task=view&id=181&Itemid=28

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Auto Vacina


A Auto-vacina, é uma técnica já com alguns anos
de estudo e desenvolvimento, nas mais diversas espécies de animais, Em Portugal,
deu os seus primeiros passos na ornitologia em 2003/2004.
Com o objectivo de esclarecer o que é uma vacina / auto-vacina, fica
aqui a definição de um dos responsáveis pelo seu desenvolvimento - Dr. Helder
Lousada (Médico Veterinário e Mestre em Parasitologia Médica)
“Uma vacina é um preparado farmacológico que se destina a estimular o
sistema imune do indivíduo vacinado de forma a criar mecanismos efectivos de
combate e memória imunitária (imunomediados por via celular ou sorológica) a
uma ou mais patologias provocadas por bactérias ou Virus.
Na pratica e se reduzirmos a situação a uma hipotética vacina com uma bactéria,
o que se administra ao animal a vacinar/proteger, não é mais do que a bactéria
atenuada ou morta por processo farmacológico ou ainda uma fracção dessa bactéria.
O que se pretende é promover o contacto do animal a vacinar com o vírus
ou parte deste, desde que seja incapaz de provocar doença.
Quando estas partículas bacterianas entram em contacto com o sistema
imune da ave este responde com uma acção imediata para eliminar aquele an-

tigénio/bactéria e simultaneamente processa um registo celular denominado de
memória imunitária, que permite ao canário no futuro responder mais intensamente,
mais rápido e mais certeiro a uma eventual infecção por essa bacteria. “
Dr. Helder Lousada
Médico-Veterinário
O desenvolvimento da Auto-vacina atravessou várias fases, numa fase
inicial, surgiu como uma encomenda específica, de um criador de Top (Nuno Monteiro),
cujo o objectivo era a redução da taxa mortalidade no seu canaril e por sua
vez tornar as aves muito mais resistentes a doenças provocadas por bactérias.
O resultado foi excelente, em anosanteriores a taxa de mortalidade rondava os
10% de mortes, no ano seguinte a taxa oi reduzida para metade.
Devido ao seu sucesso imediato, o grupo de criadores adeptos da autovacina
aumentou, o que permitiu um desenvolvimento da auto-vacina a outra
escala.
Todas as análises realizadas até então,concluíram que os resultados de
canaril para canaril pouco divergiam, o que veio permitir o desenvolvimento de
uma auto-vacina, muito mais versátil, deixando de ser uma vacina especifica para
um criador, de uma determinada região geográfica, tornando-se numa vacina eficaz
de Norte a Sul do País.
A Auto-vacina tem a capacidade de apoiar o desenvolvimento do sistema
imunitário dos canários, tornando os muito mais robustos e resistentes a doenças
do foro intestinal e respiratório ( E.Coli, Estafilococos, Micoplasmose, Estreptococos
doenças do foro intestinal).njectável por via intramuscular.
Coloca-se o peito para cima (pernas para cima), desvia-se as penas do peito, e
injecta-se o canário na região onde se apresenta mais musculo, ao lado do esterno,
a meio do peito.
Basta introduzir a agulha apenas algunsmilímetros, o suficiente para o
bisel da agulha entrar no músculo, ao injectar, o liquido deve dirigir-se para o interior
da ave e não para o exterior.
No peito ficará com um hematoma quase imperceptível, provocado pela
introdução da agulha, este rapidamente irá desaparecerão fim de 1 ou 2 dias.
A seringa a ser utilizada deve ser de 1ml ( insulina). Para facilitar a vacinação
pode utilizar um batente na agulha – corta uma borracha e coloca-la na agulha
da seringa, deixando apenas de fora o comprimento de agulha necessário para a
vacinação, desta forma não corremos o risco de introduzir demasiado a agulha.
Dosagem:
2 aplicações separadas por 3 semanas - 0.1ml por aplicação.
Existem frascos de 20ml para 100 canários e frascos de 50ml para 250 canários.
Durabilidade e época de administração:
Esta Auto-vacina protege a ave durante um ano.
Não existe uma época específica para a administração da Auto-vacina, contudo
existem períodos mais recomendados: no mês de Setembro, após muda e antes
das Exposições, ou logo após exposições e antes da época de criação.
Cuidados a ter:
A vacina deve ser guardada no frigorífico e mesmo durante a aplicação aconselhase
a permanecer no fresco (colocar uma placa de gelo junto ao frasco). Após utilização
voltar a colocar o frasco no frigorífico.
Antes da sua aplicação agitar bem o frasco.
Deve vacinar apenas canários saudáveis.
Vacinar os canários a partir dos 2 meses de idade.
Reacções após vacina:
O canário no dia da vacina e no dia seguinte ficará menos activo, alimentando-se
normalmente. Nos dias seguintes voltará ao seu ritmo de vida normal.
As reacções poderão diferenciar de ave para ave, mas sem nenhum prejuízo para
a mesma.
Vantagens:
As aves tornam-se muito mais robustas com um sistema imunitário e mais reforçado
e resistente a doenças do foro intestinal a algumas do foro respiratório.
Os canários reagem de uma forma muito positiva a mudança de ambientes(Transportadoras
Exposições, outros canaris…).
O facto de se encontrarem com o sistema imunitário reforçado, a ave
sente-se melhor, e reunindo melhores condições físicas para o período das criações.
Os filhotes nascem mais robustos e apresentam um desenvolvimento mais
regular e uma melhor adaptação a diferentes espaços (Viveiros, Voadoras…).
A utilização da auto-vacina veio reduzir a aplicação indiscriminada de antibióticos,
principalmente durante o período da criação.
Notas Finais:
A Auto-vacina não vai desenvolver “Super-Canarios”, vai ajudar a promover a
saúde e o bem-estar do plantel.
Um canário com saúde tem a capacidade de reunir um conjunto de factores que
vão promover uma boa criação, reflectindo em filhotes saudáveis, robustos e com
qualidade. A Auto-vacina ajuda a reduzir a probabilidade de Doença e por sua vez
a redução da taxa de mortalidade.
Pessoalmente considero a Auto-vacina nos canários como a “Nova Tecnologia
de Ponta”, que se encontra em constante evolução e a acompanhar a realidade
da canaricultura, um trabalho de equipa entre Veterinários Especializados e
os Criadores Dedicados…
Actualmente a Auto-vacina encontra-se desenvolvida para a Columbofilia, e em
estudo e desenvolvimento para os Psitacideos.
Excelente anos de Criações, com o Mundial 2010 à vista!!!

Fonte:http://www.lusoperfil.netvisao.pt/autovacina.html
Ricardo Racha sócio n.º 196
Gloster clube Portugal

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O Ivomec Pour On e a sua uilização na ornitologia

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O assunto que escolhi para abordar hoje já foi temas do blog mas, resolvi voltar a este assunto depois de falar com alguns criadores amigos, abordarmos vários temas mas, mais uma vez os ácaros vieram a na nossa conversa, porque se aproxima a nova época de criação. Quem já não teve problemas de ácaros? Foi então que tive conhecimento de “novos” produtos na utilização no combate desta “praga”. Os ÁCAROS são para “abater”!Muitos criadores têm problemas e estão dispostos a gastar o que for necessário para acabar com esta “praga”, a perda dos nossos reprodutores e crias merece este esforço.Resolvi compartilhar um pouco do conteúdo da nossa conversa.
Então, existem 3 tipos de ácaros, podem ser externos e internos, pode haver outros. Mas estes são os mais falados entre os criadores de aves.
Externos:
1. Os que sugando o sangue das aves através da pele no períodos nocturno (pequeninos e de cor avermelhada/cor do sangue).2. Os que se alimentam das penas, peles mortas (cor acastanhada claro).Interno:3. Os ácaros que instalam nas vias respiratórias (traqueia e pulmões).
Nos dois primeiros casos os ácaros podem ser vistos a olho nu, já o terceiro caso torna-se difícil a sua visualização.Em casos mais graves podem provocar morte de crias e progenitores, reproduzem e propagam com uma velocidade espantosa, a maneira como estes se podem levar ao desespero de muitos criadores.

Na tentativa de combater os ácaros, temos outros produtos no mercado.Podemos encontrar-se muitos outros produtos: “MEN FOR SAN, HIDROVIT, ALLAX, PULMOSAN, FLORA MUCIL, CANI AVES, PIOLHAVES…”.Dos vários produtos vou destacar mais dois no combate desta “praga”, o IVOMEC POUR-ON” e o NOROMENCTIN POUR-ON estes produtos foram estudados e adoptados por muitos criadores, relevo que estes produtos são de uso veterinários em bovinos.

- O NOROMECTIN POUR-ON indicado no combate de vários parasitas (internos e externos).Atenção: O “NOROMECTIN POUR-ON” é um produto de utilizado em BOVINOS DE CARNE E DE LEITE NÃO LACTANTES, a IVERMECTINA faz também parte deste produto, o intervalo de segurança em bovinos, o mesmo varia “TECIDOS EDÍVEIS 28 DIAS, NÃO UTILIZAR EM VACAS PRODUTORAS DE LEITE PARA O CONSUMO HUMANO. NÃO USAR EM NOVILHAS GESTANTES NOS 60 DIAS ANTES DO PARTO.”-O “IVOMEC POUR-ON” é uma solução tópica para bovinos no combate de: PARASITAS: “NEMÁTODOS, GASTROINTESTINAIS, VERMES PULMONARES, PARASITAS OCULARES E LARVAS DA MOSCA”, faz parte da sua composição a IVERMECTINA 5,25mg, como podem ver é muito forte, por ser para bovinos a sua utilização na Ornitologia deve ser feita com muita precaução.A utilização é muito semelhante ao NOROMECTIN POUR-ON em todos os procedimentos de utilização.O POUR ON (SOLUÇÃO PARA UNÇÃO CONTÍNUA) e que a sua absorção é feita através da pele.

Estes produtos devem ser colocados com um conta gotas, esta é a melhor forma de controlar a quantidade de produto a ministrar na ave; modo de administração, deve deitar uma gota no pescoço (abaixo do nuca da aves) as penas devem ser afastadas (abertas) de modo a facilitar a penetração do produto na pele da ave, periodo de segurança de 30 dias antes da época da reprodução, já os filhotes devem ser “vacinados” assim que forem “desmamados”dos pais, na ave esta “vacina” tem uma validade de 6 meses.

Precauções:1- Produto muito concentrado para a utilização em ornitologia.2- Evitar a sobre dosagem, esta pode provocar a esterilização dos reprodutores ou pode provocar a sua morte.3- Evitar a seu uso no período de reprodução, pode ocorrer a morte dos embriões ou esterilidade da mesma.4- Manter um plano de segurança pessoal, evitar o contacto com a nossa pele.5- Respeitar um intervalo de segurança entre a “vacinação”.6- Sempre que se adquiri uma ave num criador devemos perguntar se a mesma já foi “vacinada”, no caso de a resposta ser positiva deve tentar saber qual e quando, neste caso não devemos voltar a “vacinar” a ave.Em alguns casos estes produtos podem ser encontrados e Cooperativas Agrícolas ou Farmácias que vendam produtos para animais; atenção, se for adquirido na farmácia deve perguntar se o mesmo já se encontra diluído é frequente este estar puro, como não há frascos de pequenas quantidades deve ser comprado por um grupo de criadores, deste modo torna o seu preço mais acessível.
O meu conselho é, antes de experimentar procure informar-se ou peça aos criadores mais experientes e que já tenham utilizado o “IVOMEC POUR- ON”ou o “NOROMECTIN POUR-ON conselhos para a melhor utilização, o erro aqui pode ser irreversível (morte ou esterilizarão).Nota: leve um frasco onde poderá trazer o produto, estes produtos são vendido em avulso.

Fonte:
http://bloggerbirds.blogspot.com/

domingo, 16 de agosto de 2009

Raça Satiné

Esta mutação é hereditária recessiva e ligada ao sexo, como tal idêntica ao factor pastel.
O Satine actua como bloqueador da produção da melanina negra (olhos vermelhos, bico patas e unhas são claras), fazendo desaparecer totalmente a eumelanina negra bem como a phaeomelanina castanha.
O desenho da cabeça, dorso e flancos deve ser nítido, fino e curto. A cor beige escura sobre um fundo muito claro, realça o contraste do desenho dorsal.

Neste canário o criador deve ter presente no seu trabalho (acasalamentos) dois pontos chave importantes a saber:
1- Se procurarmos aves muito brancas corremos o risco de perder o desenho da cabeça.
2- Se perdemos o desenho dorsal, como consequência perdemos o contraste.
3- Se pelo contrario acentuarmos demasiado o desenho dorsal, obteremos exemplares muito marcados, mas com estrias demasiado largas e compridas.


Como tal um exemplar de qualidade deve possuir, nas rémiges um branco o mais puro possível e bem visivel.
O desenho fino e curto (partido), as estrias bem visíveis partindo da cabeça dorso e flancos. A cor deve ser tonalidade beige, nem muito clara nem muito escura.
Para obtermos um desenho típico, próximo do Standard COM devemos evitar cruzamentos com canários clássicos (negros e castanhos), pois assim estamos a prolongar e alargar as marcações dorsais (estrias).
O criador destas aves deve ter como finalidade, procurar obter canários portadores resultantes de Ágatas ou isabeis, que tenham um desenho fino e curto.
No entanto o método melhor de acasalamento é Satine X Satine. desde modo consegue-se visualizar a quantidade e os defeitos de cada reprodutor.
Dando continuidade ao acima referido, procuro acasalar um exemplar com estrias pouco visíveis com outro exemplar muito bem marcado (lei da compensação), com incidência na cabeça. É de grande importância termos atenção à qualidade de plumagem dando sempre preferência aos exemplares de pena curta.

Resultado dos Acasalamentos

1- Satine x Satine
100% Satine
2- Macho Portador Satine x Fêmea Satine
25% Macho Satine
25% Macho portador de Satine
25% Fêmeas Satine
25% Fêmeas Clássicas
3- Macho Satine x Fêmea Clássica
(Isabel ou Ágata)
50% Macho Portador Satine
50% Fêmeas Satine
4- Macho Portador Satine x Fêmea Clássica
(Isabel ou Ágata)
25% acho Portador de Satine
25% Macho Clássico (difícil de distinguir só através
de uma analise do seu genotipo,
nos cruzamentos posteriores).
25% Fêmeas Satine
25% Fêmeas Clássicas


Autor: Carlos Lima

terça-feira, 21 de julho de 2009

Campeonatto Mundial de Ornitologia(Matosinhos)

PROGRAMA :

Dia 14 Janeiro de 2010 - Quinta- feira - Chegada dos convoyeurs estrangeiros.
19.00 horas.
Dia 15 Janeiro de 2010 - Sexta - feira - Engaiolamento dos pássaros estrangeiros.
8.00 às 18.00 horas.
Dia 16 Janeiro de 2010 - Sábado - Engaiolamento dos pássaros Portugueses.
Das 9.00 às 12.00 horas e das 14.00 às 18.00 horas.
18.30 horas - Congresso O.M.J.
Dia 17 Janeiro de 2010 - Domingo - Julgamento.
Dia 18 Janeiro de 2010 - Segunda - feira - Julgamento.
Dia 19 Janeiro de 2010 - Terça - feira - Julgamento.
Dia 20 Janeiro de 2010 - Quarta - feira - Organização.
Dia 21 Janeiro de 2010 . Quinta - feira.
15 Horas - Inauguração
16,00 às 20.00 horas - Abertura ao público
Dia 22 Janeiro de 2010 - Sexta - feira.
10.00 às 20.00 horas - Abertura ao público
Dia 23 Janeiro de 2010 - Sábado.
10.00 horas - Congresso C.O.M.
10.00 às 20.00 horas - Abertura ao público
20.30 horas - Jantar de gala.
Dia 24 Janeiro de 2010 - Domingo.
10.00 às 17.00 horas- Abertura ao público
17.30 horas - Encerramento.
18.00 horas - Entrega de aves Portuguesas.
Dia 25 de Janeiro 2010 - Segunda - Feira - Desengaiolamento das aves Estrangeiras.

Informação importante - Preço por ave - 10€

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Sementes germinadas

As sementes para germinar, são por norma constituídas por uma selecção muito cuidada.

Não vale a pena tentarmos ser auto didactas neste aspecto.
Porque muitas vezes corremos o risco de não seleccionar bem as sementes para o efeito,
logo vamos deixar este aspecto para profissionais(empresas altamente qualificadas:varsele laga).

Existem no mercado de produtos para aves, sacos de sementes para germinar altamente cuidadas e balanceadas.Claro que o preços variam consoante as marcas, mas eu pessoalmente prefiro a Varsele Laga, tem uma mistura de sementes muito interessante e de qualidade.

As sementes germinadas representam um alto valor proteíco e nutritivo para as aves(principalmente para as crias). O germinado é sem duvida alguma o maior complemento nutritivo e saudável que podemos dar na altura da criação e não só(pessoalmente administro todo o ano).

Observações feitas na natureza ao papo das aves recém nascidas e outras já com alguns dias de vida, revelaram que um grande número de aves fornecem este tipo de alimento quase desde o dia que nascem os filhotes. É comum ver nos campos as aves andar de voltam das plantas com rebentos e samente mais tenras.

Como preparar as sementes greminadas?

Coloca-se as sementes numa taça cobertas com água com um pouco de lixivia durante 24 horas. Depois retira-se da água e colocam-se as sementes num passador em rede onde estas vão ser bem lavadas em água corrente.Deixa-se as sementes germinar,vão estar mais dois dias a grrminar no passador em rede e podem-se administrar ao quarto dia, com papa seca,cuscos,etc.

Importante:
As smentes substituir as sementes ao fim de 24 horas depois de administradas ás aves afim de evitar que começem a ganhar bolor,fungos entre outros.Também deveremos limpar muito bem os recipientes onde foi administrado o germinado a fim de evitar o que mencionei no parágrafo anterior.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Preparação das aves para as exposições

Estamos na altura do ano em que as exposições acontecem um pouco por todo o país. Os criadores levam a concurso as suas aves, que julgam estar em perfeitas condições e que acreditam piamente que irão ficar bem classificadas.
Contudo parece-me que falhamos na preparação das aves.Não basta ter boas aves, temos que as preparar para concorrer.
A preparação das aves para serem julgadas nas exposições é importante, para obter melhores classificações.

As aves não:
se devem apresentar sujas ou com peladas;
se devem apresentar nervosas ou demasiado apáticas;
ter nenhuma unha partida;
ter penas quebradas;
Visivelmente não ter qualquer defeito na sua constituição

Assim sendo,recomendo o seguinte:

Limpeza das aves 2 ou 3 dias antes de as lavar para as exposições. Dar banho utilizando para esse fim um shampoo de ph neutro ou outros produtos que possam ser utilizados para esse fim.Irão que a plumagem irá ficar mais brilhante e sedosa.

Tendo o cuidado, neste processo de lavagem, de não danificar a plumagem das aves, a metodologia pode ser a seguinte:

Num recipiente diluir em água morna, um pouco de sampoo e ter outro recipiente também com água morna.
Pegar na ave e com um pincel de barba molhado no recipiente com água e shmpoo, lavar a ave ao correr das penas, ficando esta bastante molhada, de seguida com outro pincel e com o recipiente de água limpa, enxaguar a ave.

Depois de concluido esta etapa a ave vai ficar completamente molhada. Nas instalações não deve estar demasiado frio nem sequer haver correntes de ar, e é importante que durante algum tempo não deixemos parar ave, para que esta não arrefeça em demasia, ou até morra.logo que a ave se mova de poleiro para poleiro e comece arranjar as penas,passou o perigom e esta vai secar completamente.

Neste processo de secagem, também se pode utilizar a gaiola enfermaria para a secagem das aves.

No caso da lavagem das penas do rabo pode-se utilizar uma escova de dentes,efectuando a lavagem sempre ao correr das penas para não as danificar.

As aves para concurso, não deverão ser retiradas directamente da voadeira para as gaiolas de exposição.Devem estas ser isoladas com antecedência de pelo menos um mês(os psitacìdeos pelo menos 3 meses) para que se vão habituando a uma gaiola pequena e durante este tempo devem passar o maior número de pessoas em frente ás mesmas a fim de as aves se irem habituando.

Aves que são desclassificadas:
anilhas não conformes;
diametro ou dimensão inadequada;
anilhas não oficiais
aves com mais de uma anilha;
aves com arranjos artificiais;
etc,etc,etc

Aves não julgáveis:
ave ferida;
ave cega ou com visão defeciente;
ave com dedo ou unha ausente;
ave doente;
ave com dedo rigido ou deformado;
ave lipocrómica com malha melânica(canários);
Ave com duplo factor(ex pastel+ opala)
Ave sem a característica da raça

Aves fora de classe:
Devemos ter atenção na inscrição das aves pois, todas as aves inscritas fora de sua classe, têm o seguinte tratamento:

-OS juizes devem julgá-la de acordo com o standard do seu fénotipo,atribuem-lhe a respectiva pontuação, mas a ficha deve ser traçada com a indicação “Ave ora de classe”.

Nota: É triste muitas vezes constactar que muitas vezes bons exemplares não tenham pontuação mais elevada,por motivos atrás mensionados.

Desejo a todos boas exposições e claro boa preparação para as mesmas!!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Segundo relatório das Nações Unidas Apresentado na Coreia do Sul.

Relatório elaborado pelas Nações Unidas sobre o estudo do Ambiente em 2003.

Das várias espécies:(mamíferos,aves,répteis,insectos e plantas) as aves são o segundo grupo mais ameaçado em todo o mundo.
Das 1194 esécies representadas e catalogadas, 12% estão ameaçadas de extinção a nível mundial.
O comércio de animais exóticos, onde as aves estão inseridas, está a ser visto com muita preocupação a nivel global pelas principais organizações da protecção da natureza.Pois nos ultimos anos está a par do comércio de narcótico.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Canário ou canária??

Na verdade existe dois métodos científicos para a identificação do sexo das aves.

O primeiro é conhecido como sexagem: Análise de sangue ou de uma pena da ave, o ouro método é a laparoscopia: Que consiste em examinar o interior do corpo da ave por meio de uma fibra óptica(o que permite vêr os óvários ou testículos da ave). Ambos os métodos são dispendiosos,por serem feitos em laboratório veterinário. Quem recorre a estes métodos são os criadores de psitacídeos(araras,papagaios, aratingas,roselas entre outros de pequeno e grande porte.
Aves de custo já considerável.

Quando os canários são muito novos, em algumas raças é extremamente difícil detectar a diferença entre machos e fêmeas.

Há no entanto determinadas raças de canários cuja a identificação se torna mais facil.
Na linha dos canários Mosaico, por ex: Os machos, são por norma mais coloridos nos ombros(parte dianteira das asas) e em redor dos olho e testa(máscara), a côr também é mais intensa do que nas fêmeas.

Para tirar qualquer das duvidas é na época da reprodução, á medida que se aproxima a reprodução,podemos determinar com mais facilidade o sexo, a partir do tamanho e posição da cloaca(mais larga na fêmea do que no mcho), os machos ficam com a cloaca(mais alta e em forma de “espigão”).
Só o macho canta a fim de cativar as fêmeas, ao mesmo tempo provocar nas mesmas o clique da maternidade.
A fêmeas apena emite sons curtos e começam a transportar palha e penas no bico. Chamam insistentemente pelos machos e em poucos dias estarão prontas para acasalar.

Além disso, as fêmeas que estarão prontas a procriarem ostentam por vezes o ventre virtualmente depenado e “roliço”.

sábado, 11 de outubro de 2008

Photobucket

3º Mostrave 2008 nos dias 08 e 09 de Novembro,entrada gratuitas apareçam e tragam um amigo!!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Photobucket
Mais um ano,mais uma Exposição que se aproxima e este ano com a presença dos tão conceituados criadores espanhois,todos esperamos que seja mais um sucesso.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

(continuação) Entre os acessórios e utensílios existentes no comércio vamos nos ater aos que são imprescindíveis na criação de canários.

Os comedouros e bebedouros utilizados pela grande maioria dos criadores são do tipo externo, em plástico, com cúpula destacável em forma de meia lua.

Os de cúpula fixa não permitem uma boa limpeza e/ou desinfecção, não sendo recomendados. Considerando que a gaiola de cria ideal deve possuir 6 suportes externos recomenda-se distribuir 2 comedouros e um bebedouro de cada lado da divisória colocar água e comida dos dois lados evita que se percam pássaros, inadvertidamente, por sede ou fome, quando se esquece uma divisória central.

Tigelas de louça ou PVC são utilizadas para oferecer a farinhada de ovos, diariamente. Toma-se o cuidado de retirá-las ao final do dia, desprezar as sobras e lavá-las adequadamente.

Banheiras de plástico ou chapa galvanizada são apropriadas para o banho. A freqüência que se oferece depende da temperatura ambiente e das fases da criação, sendo muito comum propiciá-lo às vésperas da eclosão dos ovos para facilitá-la caso a umidade relativa do ar seja baixa.

Os ninhos mais frequentemente utilizados são os de pássaros podendo ser revestidos com espuma (1 cm de espessura), flanela, feltro ou corda de bacalhau (cizal). Sacos de estopa, previamente lavados e fervidos, cortados em pedaços de 5x5 cm e desfiados, são oferecidos para a "confecção dos ninhos".

4.Constituição do plantel

Esta é sem dúvida alguma, a etapa crucial de todo o processo podendo respresentar o sucesso ou o completo fracasso.

Nesta etapa não basta gostar. É preciso humildade e contar com a participação efetiva de algum criador recomendado ou pelo menos idôneo e conhecer.

A escolha dos reprodutores não é tarefa fácil mesmo quando se tem possibilidade financeira.

Os criadores, via de regra, não cedem seus melhores pássaros mesmo a "peso de ouro". É mais fácil conseguir um bom exemplar por amizade do que por outro método.

Associar-se a um clube ornitológico e solicitar a ajuda do diretor técnico pode ser um bom princípio.

Quando da aquisição dos pássaros dirija-se pessoalmente ao criador acompanhado de um "expert" evitando, sempre que possível, comprar pássaros por telefone. Evidentemente, existem situações que não permitem esta conduta, como no caso de criadores que residem em estados distantes dos principais centros. Neste caso dirifa-se sempre a um criador recomendado para fazer a encomenda.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

CANÁRIOS – COMO INICIAR UMA CRIAÇÃO

(continuação)

Aqui, ao contrário dos canários de cor cada raça apresenta características próprias que deverão ser observadas e trabalhadas.

Com relação aos canários de canto-clássico é necessário ser dotado de um certo dom musical ou será completa perda de tempo e dinheiro. Estes pássaros são avaliados pelas notas ou conjuntos de notas musicais que emitem. Exigem muita paciência e tempo para ouvi-los e selecionar os melhores cantores. Definido o que criar vamos adiante.

2.Quantidade e local

São os fatores fundamentais de decisão. A quantidade depende necessariamente do local que se predente acomodá-los. E mesmo que o local permita não se deve iniciar com um grande número de casais.

Diriamos que o número ideal de casais para iniciar uma criação é de no máximo 10 (dez), alguns podem achar muito e outros muito pouco.


Número de casais Área Média Filhotes/Casal Tempo de dedicação/dia
9 5 m2 08 – 10 30 min.
18 10 m2 06 – 08 60 min.
54 30 m2 05 – 06 90 min.
108 60 m2 04 – 05 120 min.
216 120 m2 04 >180 min.

Tabela 1 – Quantidade e local para criação de canários, considerando gaiolas de 60x40x30 cm.
Para esclarecer alguns aspectos da quantidade montamos a tabela 1, que representa aproximadamente o que em média ocorre na prática. É evidente que em função de muitas variáveis tais dados podem ser bastante alterados.

Com respeito ao local o ideal é que seja especificamente destinado à criação; bem iluminado, voltado para a nascente, com janelas amplas e teladas (pernilongos são inimigos mortais dos canários). Cômodos úmidos e frios são sinônimo de insucesso. A iluminação, pode ser controlada artificialmente desde que tecnicamente bem orientada (lâmpadas especiais e TIMER’S).

É importante lembrar que o local deve ser suficiente para acomodar os futuros filhotes e que as voadeiras geralmente em conjunto de três ou quatro não acomodam mais do que 15 – 20 filhotes cada.

Deve estar previsto, ainda, que o local ou criadouro de acesso à área ou pátio onde os pássaros possam ser expostos ao sol (banho e sol são fundamentais para desenvolver a plumagem). Recomenda-se não esquecer os pássaros ao relento quanto o tempo estiver nublado ou na existência de ventos, pois as correntes de ar podem causar sérios problemas respiratórios levando ao óbito.

Outro aspecto que deve ser observado é quanto à forração e vedação do criadouro. Insetos e roedores (camundongos) são extremamente indesejáveis. Seus dejetos podem transmitir doenças e sua presença principalmente, à noite pode causar verdadeiro caos na criação.

3.Gaiolas, acessáorios e utensílios

A gaiola ideal para a criação de canários deve possuir dimensões aproximadas de 60x40x30 cm, divisória central, laterais removiveis, bandeja, duas portas de mola e duas portas-guilhotina.

É perfeitamente possivel criar com qualquer outro tipo de gaiola, mas o criador irá descobrindo pouco a pouco a necessidade de se adequar ao modelo ideal.

A padronização é outro elemento fundamental, pois o que serve em uma serve na outra. Assim pode-se facilitar o corte de papel para forrar a bandeja sem a preocupação de tamanhos diferentes.

Manter grades e poleiros em duplicata, também é norma habitual e facilita a troca sempre que necessário.

Evite comprar um artigo pior somente porque é mais barato. Você poderá sentir na pele os efeitos de tal compra: uma aresta mal lixada pode causar escoriações ou mesmo verdadeiros cortes na pele.

É necessário, ainda, manter um determinado número de gaiolas individuais de modo a permitir o preparo de alguns exemplares para concurso e, eventualmente, separar algum pássaro por qualquer outra razão: doença, debicagem, observação, etc.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

CANÁRIOS – COMO INICIAR UMA CRIAÇÃO

Embora teoricamente possa parecer extremamente fácil montar uma criação de canários não é o que ocorre na prática.

A decisão de inciar a criação não pode estar amparada apenas em cima de alegação de que "gosto muito do canto dos canários belgas e rollers".

Antes de se decidir pela montagem de um plantel é necessário refletir sobre certos aspectos como por exemplo.

Disponibilidade financeira;
Disponibilidade de tempo;
Disponibilidade de local
Aceitação familiar;
Disponibilidade para leituras técnicas;
Possibilidades de intercâmbio.

Há pessoas que mantêm um ou dois casais de canários pendurados em qualquer canto da casa e que acabam por obter alguns filhotes. Mas não é disso que estamos falando. Na realidade, o que pretendemos é comentar os vários aspectos da montagem e desenvolvimento de um plantel, dentro de critérios técnicos mínimos que permitam ao criador entrosar-se no meio ornitológico e até mesmo se tornar um campeão.
Tomada a decisão de se iniciar uma criação vejamos o que deve ser considerado.


1.A escolha da variedade ou raça do canário

Os canários atualmente estão distribuídos em:

Canários de cor, com ou sem fator vermelho;
Canários de porte e desenho;
Canários de canto clássico.

É desejavel que o pretenso iniciante visite uma exposição onde possa observar e ouvir (no caso dos canários de canto) todas as cariedades, nos concursos regionais. De qualquer modo já é um bom princípio visitar uma exposição local ou regional.
Entre os canários de cor a opção mais fácil recai sobre os canários sem fator (brancos, amarelos) que dispensam a administração diária do suplemento corante (cataxantina) para manifesta toda a plenitude de suas cores.

A administração da cataxantina além de onerosa é trabalhosa e mesmo criadores experientes costumam ter problemas com sua administração.

Aconselhamos, portanto, que os principiantes iniciem com brancos e amarelos até mesmo com pássaros da linha escura sem fator.

Aqueles que optarem pelos canários de porte e de desenho (LIZARDS) deverão decidir por uma ou duas raças, no máximo. Os ingleses, tradicionais criadores das raças de porte e desenho, são quase sempre especialistas em uma determinada raça border,
norwich, yorkshire, gloster, fife-fancy, etc. (continua)…

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

A muda nos Canários





A muda da pena nos canários, como noutras aves, indica a preparação para o Inverno, dela vão resultar novos mantos, belíssimos mantos brilhantes que os protegerão das intempéries de uma estação onde o frio e a humidade imperam. Assim, com uma plumagem nova e quase impermeável, mais facilmente conseguirão sobreviver.

Quando pelo chão do canaril começam a aparecer penas é porque as aves começaram a mudar a plumagem. Geralmente inicia-se em Agosto para os filhotes da primeira ninhada. São as jovens aves que dão inicio à muda seguindo-se os progenitores. Os canários do ano normalmente não mudam as rémiges, lectrizes e tétrizes, tornando-se a muda menos penosa que nos adultos onde a mudança é total e exaustiva. As aves tornam-se mais débeis e vulneráveis a doenças. Para que a muda tenha êxito são necessários espaço, boa alimentação, bom arejamento do canaril, higiene periódica e um ambiente calmo evitando ao máximo o stress.

Os cuidados para uma plumagem sedosa, macia e brilhante começam no ninho mesmo antes dos primeiros ovos. Muito importante para as aves que necessitam de pigmentação artificial tanto aves melânicas como lipócromas, essencialmente de factor vermelho e amarelo. É aqui que se deve preparar a coloração tendo para isso o criador de fornecer a pigmentação artificial própria para cada tipo de ave tendo em conta se é melânica ou lipócroma e neste último caso se a ave necessita de pigmentação vermelha ou amarela.

Em todo o caso devem-se tomar precauções porque as substâncias que permitem a coloração artificial são filtradas pelos rins e fígado dando por vezes origem a doenças renais ou biliares. Eu, embora crie canários essencialmente melânicos (Canários Lizard e Borders em que não são admitidos corantes) administro regularmente um fármaco veterinário à base de Sorbitol. Costuma este composto estar aliado também a Lisina e a Colina. Tem um efeito benéfico sobre vários factores incluindo intoxicações no fígado e rins. Tenho este cuidado devido a possíveis sobrealimentações que muitas vezes passam despercebidas.

A alimentação é muito importante para a formação das penas e consequente mudança da plumagem. Os filhotes bem nutridos, a meu ver, evidenciam-se quando os “canudos” estão quase negros no dia da anilhagem (5º a 6º dias). Para isso devem ser alimentados, de preferência, com os sucos gástricos tanto da mãe como do pai, com a papa de cria, sementes germinadas ou cozidas (Eu utilizo as germinadas), alpista e aveia descascada (A aveia deve ser o mais branca possível e sem pó). A partir do 5º dia junto maçã. Ao 10º dia costumo inserir verduras. Pessoalmente prefiro as ervas do campo: Brássicas, Crucíferas e Beldroegas. Dou uma vez por semana. Quando separo as crias tento manter a mesma dieta eliminando, nas duas primeiras semanas as ervas, voltando a serem dadas com a mesma periodicidade.

Muito cuidado ao administrar ervas do campo pelos seguintes motivos: Os pesticidas, os parasitas, fezes e urina de animais. Deve-se escolher muito bem o local onde se apanham as plantas, de preferência devem vir do nosso quintal ou dos nossos vasos. Para libertar as ervas dos parasitas basta ficarem imersas em água com vinagre de vinho durante uma hora deixando secar ao sol.

Quando os canários vão para o voadouro, passadas cerca de duas três semanas começamos a notar algumas plumas no chão. Trata-se de uma pequena muda que por vezes acaba dentro de outras duas semanas. É como que uma preparação. A muda, não é repentina, tem fases consoante a temperatura e luminosidade e também a humidade. Nos Verões em que o calor é prolongado e o ar seco, a muda atrasa-se. A altura em que é mais acentuada geralmente ocorre em Agosto e princípios de Setembro para os canários do ano. Mas isto acontece no meu sistema de criação porque as minhas aves começam a reprodução em finais de Fevereiro princípios de Março sensivelmente. Para outros sistemas de criação, especialmente para quem começa a criar muito cedo, a muda será igualmente mais cedo.

Há que ter cuidado com alterações bruscas de temperatura e luminosidade especialmente porque a sua oscilação provoca uma muda súbita o que não seria nada agradável no meio do período da reprodução. Outra situação é o Stress. Muitas vezes depois das exposições ou mudança de instalações as aves entram em muda. Os meus canários, quando acidentalmente tive que fazer umas alterações ao canaril, tiveram uma muda diferente dos outros anos em que o ambiente era calmo. Notei que a muda não se dava continuamente, existindo fases em que a queda das penas era maior e outras em que quase não caíam.

O “desmame” da alimentação das crias deve ser orientado para a alimentação própria da muda da pena. Os antigos punham nos voadouros sebo de vaca. Diziam que os canários ficavam com as penas mais brilhantes. Não é por acaso que tal acontecia pois a gordura, além do mais, tem que estar presente nesta época. Como vamos dar gordura? Com sebo de vaca? Claro que não precisamos de correr riscos, com todo o tipo de doenças que este tipo de “truque” passado de gerações em gerações causava. Pois talvez a mortandade das aves fosse avassaladora. Pessoalmente penso que a melhor forma das aves obterem a gordura correcta de que necessitam é através das sementes germinadas. Nas sementes germinadas, a sua gordura está presente como alfatocoferol vitamina liposoluvel, a vitamina específica do crescimento, renovação e construção de tecidos, necessária à reprodução e essencial na renovação das penas.

Este preparado de sementes está incluído na alimentação dos meus canários durante todo o ano (embora em dosagens diferente). Nesta altura, elas fazem parte da ementa dos meus canários diariamente. Mas atenção! Para a alimentação com estas sementes são necessários cuidados especiais pois a isso o exigem sob pena da proliferação de fungos, bolores e bactérias tipo salmonelas, colibaciloses e cândidas.

Se a temperatura subir acima dos 30ºC mudo as sementes duas vezes por dia assim como os recipientes em que ficaram, colocando-os em água com lixívia ou vinagre de vinho. Se a temperatura não for tão alta basta uma vez. Não guardo restos de sementes, preparando-as para isso todos os dias. Dou também papa com vitaminas e aminoácidos essenciais próprias destinadas ao aceleramento e boa formação das novas penas. Os aminoácidos que devem estar presentes na alimentação serão, a lisina, metionina e cistina como também a biotina.

Continuo com alpista diariamente e aveia descascada em dias alternados. Tendo atenção o funcionamento dos intestinos, junto ao esquema alimentar ervas duas vezes por semana (por exemplo à segunda-feira e à quinta-feira). Tenho o hábito de deixar um recipiente bastante largo com terra que foi retirada do meu quintal no início das chuvas no Inverno. Nesta altura a terra está limpa contendo muitos nutrientes que os canários adoram tendo também o deleite de se “espojarem”.

Quando está prestes a terminar a muda deixo de fornecer aveia pois a necessidade de hidratos de carbono diminui. Visto isto para evitar a obesidade deixo os canários com uma dieta que denomino de dieta de repouso. Consiste essencialmente em alpista, sementes germinadas em proporções muito menores que anteriormente, papa de muda também muito simbolicamente, ervas, maçã e cenoura em dias alternados. Adiciono também papa com alho em pó.

Quando há uma grande população no canaril os cuidados com a higiene devem ser redobrados. Pessoalmente troco os bebedouros e comedouros de sementes germinadas diariamente por outros que tiveram imersos em água com lixívia e que ficaram expostos ao sol durante um dia. Renovo os tabuleiros do fundo das gaiolas por outros lavados em que coloco no fundo sal sendo cobertos por folhas de papel, pode ser jornal. Assim é mais difícil que ácaros e bactérias proliferem pois o sal inibe o aparecimento destas. Todos os utensílios de madeira são pincelados por uma solução de óleo de soja misturado com um acaricida em pó, deixando secar posteriormente os utensílios. O chão do voadouro contém areia de gato nos locais onde as aves defecam, sendo renovado semanalmente ou se a população é muito elevada mais amiúde. Lavo o chão com uma esfregona molhada em água com um pouco de lixívia. Nesta altura deixo as janelas abertas provocando um grande arejamento durante duas ou três horas. Nunca tive problemas, no entanto há quem em vez de lixívia junte vinagre de vinho, substância inócua com um elevado poder de desinfecção.

Todo o voadouro tem poleiros individuais, tipo poleiro casinha de plástico que impedem a picagem, aumentando o espaço útil não havendo aves sujas. Outra vantagem é que o próprio voadouro mantém-se mais tempo limpo.

O arejamento do espaço é vital para bons resultados e nesta fase é muito importante pois mais do que nunca as aves necessitam de ar limpo isento de partículas nocivas à sua saúde. Nos dias de muito calor pode abrir as janelas durante o período da manhã fechando-as quando a temperatura começa a subir. Assim como no fim da tarde e eventualmente durante a noite, se a amplitude térmica não for exagerada. Mas reside o problema do pó das penas e claro, as plumagens. Sugiro, para uma boa ventilação e filtragem do pó e das plumagens, um sistema feito com uma caixa em que numa extremidade coloca-se uma ventoinha que obriga o ar a entrar dentro da caixa. Colocando na abertura de entrada da caixa uma rede com malha de aproximadamente 1 cm e no meio um filtro feito com uma espécie de tecido tipo “Drakalon” à venda nas retrosarias (costuma servir para encher edredões). A caixa deve localizar-se num canto do canaril de preferência no chão.

Um sistema de emergência para aqueles dias de calor abrasivo pode ser usar mesmo uma pequena ventoinha. Se eventualmente vivermos num local sujeito a fumos de escape, ou outros será melhor utilizar um ionizador para filtragem e purificação do ar.

O espaço é medido teoricamente por cerca de 4 aves por metro cúbico. A meu ver penso que o espaço deve ser contabilizado apenas pela parte útil. Quero com isto dizer local para alimentação individual, local de voo, local de descanso e banho. Os canários nesta altura sentem a necessidade de bando tendo comportamentos próprios das espécies que vivem em comunidade. No entanto não significa que se amontoem. Uma sobre população leva inevitavelmente e naturalmente à proliferação de doenças como tentativa de reequilibrar esta mesma população. Pois naturalmente quando há excesso de população a Natureza despoleta a defesa de eliminar parte dessa população. Em consequência teremos aves mais débeis, pior nutridas, com comportamentos como a picagem e atreitas a doenças. A arquitectura do espaço do canaril terá de passar pelo espaço útil de cada indivíduo assim como todas as actividades próprias do bando.



Fonte: Manuel João Múrias

terça-feira, 1 de abril de 2008

Um pouco sobre a história dos Diamantes de Gould


(continuação)

Estas aves gozavam (ou gozam) de uma reputação de criação difícil, em parte porque as fêmeas costumavam abandonar a ninhada prematuramente. No entanto, como muitos criadores desejam ter descendência destas aves utilizam normalmente as amas (Bengalins do Japão) para chocar e criar as crias dos Diamantes.

De um modo geral com este método tem-se tido muito sucesso, sendo no entanto preferível que sejam os próprios progenitores a fazê-lo.

São utilizados ninhos em madeira rectangular, semi aberta para a criação, para a confecção do ninho usa-se uma mistura que se encontra no comércio que é muito macia e muito apreciada pelas aves.

Normalmente a postura é de 4 a 8 ovos, onde as crias nascem após 14 dias, mais ou menos. A plumagem surge ao fim de pouco mais de três semanas. Em condições normais, as aves adquirem a plumagem definitiva após três a quatro meses, embora possa demorar mais.

Há muitas mutações de Diamantes de Gould: cabeça preta, cinza, vermelha, laranja e camurça, quanto ao peito há: Lilás, branco e creme, finalmente o corpo: Amarelo, azul, branco, pasteis, verdes, podendo ainda assim existir ainda alguma mutação não citada neste texto.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Um pouco sobre estas aves maravilhosas…


Os Diamantes de Gould, são aves de origem Australianas e medem cerca de 13, 14 cm. A distinção entre ou sexos é relativamente fácil, devido aos machos terem as cor da plumagem mais vivas do que a das fêmeas.

Os Diamantes de Gould são aves pacíficas e gregárias que adoram companhia. No seu país de origem vivem em grandes bandos. Os machos não lutam entre si, só na época de reprodução. Os diamantes vivem melhor num recinto fechado do que ao ar livre. No entanto podem ser mantidos em gaiolas (de criação), embora o espaço não os estimule ao movimento, o que dá origem a obstipações e a que as aves engordem. Estas aves adoram o sol, não sendo por isso que não resistam a temperaturas mais baixas, pelo contrário se as aves gozarem de perfeita saúde resistem sem problemas nenhuns.

A alimentação base é uma mistura de sementes (60% de alpista e 40% de mistura para exóticos). Também se pode administrar papa com insectos, adoram sementes frescas e milho painço. É conveniente que disponham de arenito, para que as aves possam satisfazer as suas necessidades digestivas.

Continua…