segunda-feira, 29 de março de 2010

Entrega de prémios da COFF


Mesa de prémios


Prémio obtido,resultado da classificação geral 13º com 29 pontos classificado em 45 participantes.


O mesmo prémio,mas tirado em ângulo diferente.


Certificado de presença.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Acasalamentos de Canários de Cor

Revista SOBC 1998
Arquivo editado em 25/04/2005

Nunca acasale

com fator vermelho x sem fator vermelho
linha clara x linha escura
diluídos x oxidados
mosaicos x nevados
dominante ou recessivo x com fator vermelho
dominante x marfim ou portador
ágata x féo
ágata x satinado
pastel x opal
pastel x satinado
pastel x féo
satinado x féo
féo x opal
opal x satinado
dois fatores diferentes de diluição de melaninas mesmo que sejam apenas dois portadores.
Todos os acasalamentos acima gerarão pássaros atípicos ou fora da nomenclatura atual, se não na primeira geração, nas subseqüentes.

Ainda não devem ser acasalados:
intenso x intenso
dominante x dominante
Pois nesses acasalamentos ocorre o fator sub-letal, matando parte dos
embriões e gerando parte dos filhotes debilitados.
Obs.:
Alguns acasalamentos não aconselháveis podem ser feitos visando aprimorar determinadas qualidades. Por exemplo: acasalar mosaicos da linha clara com mosaico da linha escura, para obter mosaicos da linha escura bem caracterizados.
Entretanto, esses acasalamentos devem ser feitos exclusivamente por criadores experientes e que possuam um plantei grande.

Acasale sempre
linha clara x linha clara
linha escura x linha escura
sem fator x sem fator
com fator x com fator
nevado x intenso
nevado x dominante
nevado x recessivo
mosaico x mosaico
diluído x diluído
oxidado x oxidado
TABELAS
A - Lipocromo
1 - intenso x nevado
prole: machos e fêmeas intensos e nevados
2 - mosaico x mosaico
prole: machos e fêmeas mosaicos
3 - nevado x dominante
prole: machos e fêmeas nevados e dominantes
4 - nevado x nevado
prole: machos e fêmeas nevados, porém esse acasalamento gera pássaros com excesso de névoa e de plumagem.
Obs.: mosaicos x intenso. Podem ser acasalados, visando intensificar o lipocromo nas zonas índices dos mosaicos e reduzir o excesso de plumagem.
Contudo, só depois de algumas gerações e de acasalamentos consangüíneos obtém-se bons resultados.
B - Diluídos x Diluídos
l - (M) ágata x (F) Isabel
prole: machos ágatas portadores de Isabel fêmeas ágatas
2 - (M) ágata x (F) ágata
prole: machos e fêmeas ágatas
3 - (M) isabel x (F) Isabel
prole: machos e fêmeas isabéis
4 - (M) isabel x (F) ágata
prole: machos ágatas portadores de isabel
fêmeas isabéis
5 - (M) ágata portador de Isabel x (F) isabel
prole: machos isabéis
machos ágatas portadores de isabel
fêmeas isabéis
fêmeas ágatas
6 - (M) ágata portador de Isabel x (F) ágata
prole: machos ágatas
machos ágatas portadores de isabel
fêmeas isabéis
fêmeas ágatas
C - Oxidados x Oxidados
1 - (M) negro-marrom x (F) negro-marrom
prole: machos e fêmeas negro-marrons
2 - (M) negro-marrom x (F) canela
prole: machos negro-marrons p/canela
fêmeas negro-marrons
3 - (M) canela x (F) negro-marrom
prole: machos negro-marrons p/canela
fêmeas canelas
4 - (M) canela x (F) canela
prole: machos e fêmeas canelas
5 - (M) negro-marrom p/ canela x(F) negro-marrom
prole: machos negro-marrons
machos negro-marrons p/canela
fêmeas canelas
fêmeas negro-marrons
6 - (M) negro-marrom p/ canela x (F) canela
prole: machos negro-marrons p/canela
machos canelas
fêmeas canelas
fêmeas negro-marrons
Os canários negro-marrons oxidados são os verdes, azuis e cobres.
Porém na tabela quando aparece o termo negro-marrom não podemos esquecer que os cobres, ao contrário dos verdes e azuis, têm fator vermelho. Os acasalamentos corretos são:
verde x verde
verde x canela amarelo ou prateado
verde x azul
azul x canela amarelo nevado
cobre x cobre
cobre x canela vermelho
canela x canela
Obs.:
Os acasalamentos com negro-marrons portadores de ágata ou Isabel e canelas portadores de isabel, não foram feitos porque esses pássaros descendem de acasalamentos incorretos.
D - Pastel - Satínê - Marfim
1 - (M) puro x (F) normal
prole: machos portadores fêmeas puras
2 - (M) puro x (F) pura
prole: machos e fêmeas puros
3 - (M) normal x (F) normal
prole: machos e fêmeas normais
4 - (M) normal x (F) pura
prole: machos portadores fêmeas normais
5 - (M) portador x (F) normal
prole: machos normais machos portadores
fêmeas normais
fêmeas puras
6 - (M) portador x (F) pura prole: machos portadores
machos puros
fêmeas normais
fêmeas puras
Esses fatores são caracterizados por gens ligados ao sexo masculino. Não existindo fêmeas portadoras, porque apenas um gen é suficiente para a caracterização desses fatores no fenótipo das fêmeas.
E • Recessivo - Opal - Ino (Féos) Topázios
1 - (M) puro x (F) normal
prole: machos e fêmeas portadores
2 - (M) puro x (F) pura
prole: machos e fêmeas puros
3 - (M) puro x (F) portadora
prole: machos puros
machos portadores
fêmeas puras
fêmeas portadoras
4 - (M) normal x (F) normal
prole: machos e fêmeas normais
5 - (M) normal x (F) pura
prole: machos e fêmeas portadores
6 - (M) normal x (F) portadora
prole: machos normais
machos portadores
fêmeas normais
fêmeas portadoras
7 - (M) portador x (F) normal
prole: machos normais
machos portadores
fêmeas normais
fêmeas portadoras
8 - (M) portador x (F) pura
prole: machos puros
machos portadores
fêmeas puras
fêmeas portadoras
9 - (M) portador x (F) portadora
prole: machos puros machos normais
machos portadores
fêmeas puras
fêmeas normais
fêmeas portadoras
Esses fatores são caracterizados por gens recessivos, que necessitam estar em dose dupla para sua caracterização no fenótipo e independem do sexo dos pássaros acasalados, por isso nota-se que na prole o fenótipo e o genótipo dos machos e das fêmeas são sempre iguais e que nos casais l e 5, 3 e 8, 6 e 7 a prole é idêntica.
Obs.:
Os canários de olhos vermelhos da linha clara (albinos, lutinos e rubinos) devem ser acasalados como satinês e não como inos, porque no Brasil atualmente quase todos os pássaros dessa linha descendem de satinês

Fonte:http://www.criadourokakapo.com/

segunda-feira, 22 de março de 2010

Os factores mosaicos

Os factores mosaicos no plural, porquê? Existem com efeito vários factores "mosaico", ou antes diversos dimorfismos provenientes de origens diferentes:
1 - Cardinalito da Venezuela:
2 - Canários ingleses do tipo Gloster;
3 - Serinus cini e outros.
O factor mosaico que foi captado no Cardinalito da Venezuela é de longe, a meu ver, o dimorfismo mais qualitativo , porque as aves "mosaico" próximas do Cardinalito possuem todos os pontos de eleição de um lipocromo perfeito em intensidade, não tendo "schimel" (nevado), uma plumagem muito curta e uma delicadeza de pena inigualável.

De notar que no Cardinalito da Venezuela existem dois tipos de aves, um deles possuindo uma grande banda branca que, partindo do abdómen, sobe no sentido do peito. É este tipo que se deve acasalar para melhorar o facto mosaico.

As primeiras aves "mosaico" apareceram na Holanda a partir do cruzamento Cardinalito da Venezuela x Vermelho lipocromo. O trabalho rigoroso e a selecção que daí resultou, trouxe fêmeas mosaico muito belas, quer em melanina quer em lipocromo, mas trataremos agora apenas do mosaico Vermelho Lipocromo. Estas fêmeas apresentavam-se de cor branca cré sobre o dorso e pontos de eleição dum belo vermelho vivo e luminoso; as linhas oculares muito finas, embora bem distintas. A pena era de tal modo fina que o lipocromo sobressaia no meio do branco neve.

Recordo-me de uma fêmea que adquiri por intermédio de Mario Ascheri. Tal fêmea era originaria de uma linhagem holandesa (º nº de "Stam" 4942, criador célebre) porque a pena dessas aves podia ser comparada com a seda. Não me posso esquecer disso, pois o branco cré era de uma brancura magnífica, devido à delicadeza inigualável da pena.

Diga-se de passagem que não era necessário o recurso a "lavagens especiais" com champôs para cães brancos, ao contrário do que é hoje praticado por criadores de canários mosaicos, tanto a nível nacional como internacional.

Os pontos de eleição do "protótipo" mosaico eram de um vermelho intenso, "luminoso" e sem "schimmel". Esta é a prova viva do factor qualitativo mosaico fornecido pelo Cardinalito da Venezuela.
Os machos, pelo contrário não eram nada de espectaculares e não podiam ser aves de concurso, pelo menos segundo os critérios actuais. Estes últimos apresentavam "schimmel" dorsal importante, com um lipocromo muito intenso nas espáduas, peito, cabeça e uropígeo.

Os melhores machos apresentavam um abdómen muito branco, que se prolongava para cima sobre o peito. O conjunto era sempre caracterizado por uma plumagem bastante curta e bem luminosa. Eis o que há quanto ao factor mosaico qualitativo.
Seguidamente um factor quantitativo foi introduzido no mosaico por criadores italianos, e Mario Ascheri, em visita à exposição de Reggio Emília de 1969, ficou maravilhado com um stam de machos que possuíam um tipo mosaico diferente, muito mais espectacular.

A máscara bem vermelha destacava-se nitidamente do peito, as espáduas e uropígeo eram os de uma fêmea, no entanto com um pouco mais de rosa sobre o dorso e no peito. Isto foi uma revolução e este mosaicos foram denominados "Novo Tipo". É evidente que Mario Ascheri os adquiriu, e mais tarde eu adquiri um macho. Pelo estudo desse macho, compreendi que a estrutura das penas tinha mudado: o branco era menos luminoso e a cabeça mais forte, as patas mais curtas, os olhos ligeiramente rasgados e amendoados. O conjunto da ave era mais pesado do que o mosaico que criávamos.
Todos os criadores de mosaico se precipitaram e toda a gente reproduziu esse tipo de mosaico. Mas há sempre o reverso da medalha.

A selecção que se seguiu foi conduzida no mau sentido, e por força de manter mais branco, o lipocromo, quer nos machos quer nas fêmeas, tornava-se pálido, a pena alongava-se à medida que prosseguiam os acasalamentos, o traço do olho (nas fêmeas) desapareceu para dar lugar a "lunetas", ou melhor, mascarilhas de um lipocromo pálido. A seguir apareceram os quistos.
Entretanto compreendi que esse factor mosaico foi captado dos canários ingleses do tipo Gloster. Para o verificar refiz os mesmos acasalamentos e cheguei aos mesmos resultados.
Era necessário suprimir os defeitos produzidos por esse novo factor mosaico, embora conservando as qualidades. A única forma era partir de novo de Cardinalito da Venezuela.

Só este acasalamento permitia:
- Restituir o lipocromo intensivo.
- Encurtar as penas.
- Modificar em parte a estrutura da pena
- Reencontrar a parte do mosaico inicial por modificação da estrutura da pena.

Actualmente, após esses diferentes acasalamentos, podemos considerar que os mosaicos vermelhos são belos exemplares, todavia com um objectivo a nunca perder de vista: Ligar Intimamente o Factor Qualitativo e o factor Quantitativo. Nunca esquecer que é o protótipo ou modelo mosaico perfeito da fêmea que reflecte a qualidade do casal.

Uma boa máscara no macho não é forçosamente uma qualidade para dar boas fêmeas. Existem com efeito machos mosaicos em concursos que possuem uma bela máscara, bem cotada, que não passam de mosaicos "reles" (à francesa, mosaiques "BIDON"…).

Se os observarmos mais de perto apercebemo-nos de que:
- a estrutura da pena é mais espessa; logo, afastada do Cardinalito;
- o lipocromo desce no abdómen quase até à cauda.
- A tipicidade dos traços finos no olho é muito importante, pois tudo daí parte para obter uma linha mosaico de qualidade.

É falso pretender-se que existem fêmeas para fazer machos, e machos para fazer fêmeas. Alguns criadores lançaram essa teoria há alguns anos, defendendo que fêmeas possuindo muito lipocromo na máscara melhorariam os factores mosaico no macho, e que machos tendo uma pequena máscara dariam boas fêmeas. É uma Falácia!

As qualidades de um mosaico traduzir-se-ão por:
Macho:
- Uma máscara muito intensa.
- Um lipocromo muito vermelho nos pontos de eleição, sem "schimmel" no meio.
- Um branco muito luminoso (sem recurso a champô…) para as partes brancas.
Uma plumagem muito curta e marcada em lipocromo,.
Um branco cré, bem luminoso no abdómen, subindo em direcção ao alto do peito.

Eis um macho que dará boas fêmeas.
Fêmea:
- Plumagem sedosa.
- Pontos de eleição muito vermelhos.
- Traço ocular bem marcado, sem lunetas, ou máscara ligeira.

Eis uma fêmea que dará bons machos mosaicos.
Nos dois casos, as rémiges deverão ser brancas, pois aumentar-se-à a qualidade do factor vermelho. Isto obtém-se por selecção; no entanto, uma alimentação à base de papa contendo corantes amarelos artificiais pode pigmentar as rémiges, da mesma forma que:
- Tratamentos antibióticos.
- Verdura na altura da criação.
- Muito ovo de galinha do campo. O amarelo pode cobrir as rémiges.

É por isso que tenho muito cuidado com a alimentação dos mosaicos e emprego papa seca sem corantes artificiais, com a qual as crias se desenvolvem muito bem, não obrigando ao recurso a antibióticos nos momentos das criações.


Michel Darrigues, Juiz Francês O.M.J.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Jogo à Benfica


Grande jogo,grande Benfica,conseguiu-se apurar para os quartos de final da liga Europa tendo empatado na luz e depois de ter vencido o Olimpique de Marselha por 1-2 e agora vamos encontrar o Liverpool pela frente,á quatro anos eliminámo-los,agora vamos ver,mas da meneira que o Benfica está a jogar acredito que temos potencial e credibilidade para seguirmos em frente...VIVA O BENFICA,VIVA O GLORISOSO!!!!!

terça-feira, 9 de março de 2010

Mais um dia...

Hoje foi dia de limpezas no meu canaril,agora que as crias estão todas praticamente a saltar do ninho,fiz uma limpeza nas gaiolas de criação,retirei o papel limpei alguma sujidade que estava por debaixo do papel,coloquei caniaves e coloquei papel novo em todas elas,assim também como nas pequenas voadeiras.
Depois de tudo limpo foi dia de dar insectornis,isto porque de 15/15 dias pulveriso aves e gaiolas com insectornis,penso que para além do insectornis,nada melhor para prevenir intrusos..no fim das limpezas,dei mistura a todos os canários,isto porque não dou mistura todos os dias,passo a explicar,por exemplo:hoje dou mistura,amanhã só sopro as cascas,no dia seguinte sopro novamente,só no dia seguinte é que dou novamente mistura,isto para evitar que as aves só comam as sementes pretas,porque se eu coloca-se todos os dias só comiam as sementes pretas,assim têm que comer a alpista também.
Foi também dia de dar água,e verificar a papa e os restantes suplementos(nutribird,grite e sêmola)agora com as crias não me posso descuidadar,depois de tudo pronto,coloquei num balde água morna com lixivia para lavar o chão com ajuda da esfregona.
Não á nada melhor que fazer o servicinho completo

segunda-feira, 1 de março de 2010

Anilhamento

Boas,hoje foi dia de anilhar algumas aves que já se encontravam prontas,diga-se de passagem que algumas desenvolveram-se tão rápido que eu vi-me um pouco aflito para anilhá-las...já tenho 30 aves anilhadas,a criação para mim está me a correr bem espero dizer isto até final da criação.
Hoje também tive que levar as aves que estavam suplente para a voadeira,é que eu tinha-as nas pequenas voadeiras e principalmente as fêmeas andavam arrancar as penas umas ás outras com o cio,muitas delas já nem tinham rabo e deitavam sangue pelos canudos...já se sabe masi horas de luz..Eu logo que tenha oportunidade colocas fotos das crias já maiorzinhas para vocês verem o desenvolvimento das mesmas.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Doenças comuns aos Canários

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ENTERITE:
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Dores abdominais, diarréia, plumas da cloaca sujas pelas fezes, estrias de sangue. Abdômen duro, vermelho violeta. Pára de cantar. Tem muita sede. Emagrecimento rápido. Dependendo da causa: Vermífugos, coccidiostáticos, antibióticos, antimicóticos. Eliminar as verduras. É útil a administração de 2 gotas de Aderogil no bebedouro de 50 cc.



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INDIGESTÃO / CONSTIPAÇÃO
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Ventre inchado. Fezes duras, cloaca inchada e de cor vermelha. Dificuldade de evacuação. Dar no bico 2 gotas de óleo de parafina. Introduzir, prudentemente, na cloaca um pouco de azeite de oliva. Administrar verduras, maçã e infusão de tília para beber.



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COLIBACILOSE
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Sonolência. Falta de apetite. O pássaro se retira para um canto da gaiola. Diarréia esverdeada que deixa as penas ao redor da cloaca sujas. Vômitos freqüentes de alimentos misturados a uma substância e a um fluido esverdeado. Nesses casos a mortalidade é muita elevada entre o primeiro e o segundo dia. Dentre outros, mencionamos: Zooserine, quemicetina solúvel, Cloranvex e Gentamicina (colírio 1 gota no bico). A medicação deve ser oferecida conforme a bula.



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SALMONELOSE
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Na forma fulminante o pássaro se retira para um canto da gaiola e fica a dormir, com as penas soltas, asas caídas e com a respiração ofegante. Morte repentina. A parasitose em forma fulminante tem incubação de 1 a 3 dias. O mesmo descrito no item 3. Além desse, pode ser feito tratamento com sulfas (Vetococ, Neosulmetina, Coccirex). Nota: Durante a criação deve ser evitado o uso indiscriminado de produtos com sulfa, porque esterilizam o macho por 22 dias aumentando bastante o risco de complicações com Cândida.



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SALMONELOSE
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Na forma aguda o pássaro pára de cantar. Falta-lhe vivacidade e o mesmo se retira para o canto da gaiola com as penas eriçadas e os olhos semi-cerrados. Inapetência, muita sede e diarréia verde-amarelada. Cloaca suja de fezes, ventre inchado e respiração ofegante. Além dos medicamentos indicados no caso precedente, dar sulfas com os cuidados recomendados. Os pássaros que conseguem ser curados ficam por via de regra, portadores de germes.



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STREPTOCOCOS
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Sono contínuo. O pássaro se isola em um canto da gaiola. Cloaca suja pela diarréia. Emagrecimento rápido. Respiração ofegante. A cauda e as asas caídas. Aumento do ritmo respiratório, bico aberto. O pássaro pode, de tempos em tempos, emitir ruído agudo. Durante 5 dias deve ser oferecido ao pássaro doente um dos seguintes produtos: 100 PS (vide bula), Linco Spectin (1 g para 1,5 I. de água), Tylan 200 (1 gota no bico).



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TIFOS
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Asas caídas, penas soltas e diarréia verde. Mortalidade muita elevada e rápida, entre 12 e 24 horas. O mesmo que os itens 3 e 5. 8 -



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HEPATITE
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Falta de apetite ou fome exagerados. Manchas violáceas no ventre, com hipertrofia do lóbulo hepático Pro Livre (5 gotas no bebedouro) noz vômica, Antitóxico SM (vide bula), Epocler (10 gotas no bebedouro por 5 dias). Recomenda-se suspender a farinhada e manter somente alpiste e chicória.



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VARIOLA / BOUBA
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(Forma Aguda) A princípio, não apresenta nenhum sintoma particular. O pássaro fica apático e se retira para um canto da gaiola com as penas eriçadas e respiração difícil. Na chamada forma diftérica o vírus provoca o aparecimento de pequenas placas como se fossem membranas branco amareladas na boca e nas vias respiratórias causando sérios problemas. Neste caso a antibioticoterapia é geralmente ineficaz; a única ação válida é preventiva por vacinação. Existe a francesa "Kanapox" Rhone Merieux e a americana "Poximune C" Biomune Inc.



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VARIOLA / BOUBA
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(forma crônica) A princípio, a queda de pequenas penas ao redor dos olhos. As pálpebras engrossam. Pode parecer plefarite com secreção purulenta que fecha o olho. Lesões epiteliais típicas da varíola. Furúnculos com até 5mm de diâmetro, de cor amarelada/esbranquiçada cheios de líquido purulento. Por vezes eles se cobrem de uma membrana que parece casca e atinge com mais freqüência a fixação do bico junto a cabeça e cavidade interna do bico, faringe e ouvidos. As generalidades dos sintomas são aquelas da forma aguda A forma cutânea pode ser tratada com tintura de iodo ou mercúrio cromo em uma solução alcoólica a 3% ou Thuya. A Quemicetina (4 gotas no bebedouro) pode, em alguns casos, mostrar eficiência.



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CORIZA
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Falta de vivacidade, anorexia, corrimento de cerume das narinas, que pode se tornar um ranho purulento, continuamente freqüente, com tosse. Respiração difícil. Mucosa congestionada Limpar as cavidades das narinas com algodão impregnado com permanganato de potássio solução 1/1000. Dar um dos seguintes remédios 100 PS conforme a bula. Linco Spectrin 1 g em 1,5 L. de água, Tylan 200, 1 gota no bico. O tratamento deve ser mantido até o desaparecimento da doença.



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DOENÇA RESPIRATÓRIA
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(crônica) - D.R.C Dificuldade de respiração, espirros, corrimento nasal e ocular. Esta doença é bastante semelhante a coriza. Tylan 200 (1 gota no bico), Linco Spectin (1g em 1,5 I. de água), Ofticor (2 gotas no bico). Tratamento de 1 semana.



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SINUSITE INFECCIOSA
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Corrimento freqüente das narinas e dos olhos que ficam injetados com inchação ao seu redor, podendo apresentar pus. O pássaro não come e permanece com a cabeça embaixo das penas recolhido num canto do poleiro ou no fundo da gaiola. Esfrega, seguidamente, o bico contra o poleiro ou arame. Respiração difícil. Lavar as narinas e olhos com água morna. Pingar 1 gota de Hidrossin em cada narina. Na água pode ser usado Auromicina Avícola, Vetococ, Tylan 200 ou Linco Spectin. A medicação deve ser oferecida conforme a bula.



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PNEUMONIA
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Falta de vivacidade. Respiração difícil. O bico pode ficar com uma cor violeta. O pássaro coloca a cabeça para trás debaixo da asa. A cauda acompanha o ritmo respiratório. Febre, asas caídas, penas eriçadas Baytril ou Tylan 200 (1 gota no bico) Linco Spectin, Oftcor (2 gotas no bico). Reforçar a alimentação adicionando vitaminas na farinhada.



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AEROSACULITE
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Respiração difícil e ruidosa com silvos pronunciados. Falta de vivacidade, o pássaro fica infértil e não canta. O mesmo do item 14.



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ASMA
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Respiração difícil com acesso asmático muito intenso e freqüente. queda do poleiro; morte por asfixia. Nos casos muitos graves, imobilidade, olhos entreabertos, penas soltas. Respiração acelerada intermitente com emissão do pequemos gemidos. Administrar os mesmos medicamentos do item 14.



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MUDA ANORMAL
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Muda de penas fora de tempo, irregularidade na formação das penas ou quedas contínuas. Identificar e sanar o problema que pode ser: Mudanças bruscas de temperatura; excesso de calor ou frio; local muito úmido ou muito seco; correntes de ar; mudança de alimentação; Stress; baixa luminosidade durante o dia; excesso de luminosidade artificial. Identificada a causa, administrar boa farinhada enriquecida com vitaminas e minerais diariamente.



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TEIGNE
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Manchas redondas ao redor das pálpebras, perto do bico ou ainda nos ouvidos com formação de escamas secas. Desinfetar bem a gaiola, com Biocid. Aplicar com cautela pomada antimicótica, Canesten.



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PARASITOSE EXTERNA
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Queda de plumagem, emagrecimento, anemia demonstrando as patas pálidas e olha comprimidos Desinfetar a casa 3 meses com Kil Red (20 g para 6 litros de água), gaiolas, equipamentos e pássaros. É indispensável que o produto seja pulverizado nas paredes e estantes. O SBP também pode ser usado, contudo, como se volatiliza rapidamente, o risco de reinfestaçâo é maior.



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PIPOCAS DA PATAS
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Inchação das juntas e furúnculos nas patas. Aplicar pomada Nebacetin até a cura e dar na água 5 gotas de Benzitrat.



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STREES
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O pássaro fica sonolento, abatido. Muito especialmente ao retornar de exposições ou viagens longas. Tumulto dentro do canaril provoca agitação nos pássaros, causando-lhes stress. Administrar vitaminas: Potenay 812, ou Vita Gold (5 gotas no bebedouro) e farinhada reforçada com Rosivolt, maça, verdura e jiló



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INFERTILIDADE
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Ovos claros, o pássaro não entra em forma para reprodução . A fêmea recusa sempre o macho ou vice versa. Vitaminas e alimentação sadia devem ser oferecidos aos pássaros para que na época da reprodução estejam em forma. E recomendável adicionar em 1 quilo de farinhada seca 2 gramas de Vitamina "E" em pó.



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CANDIDIASE
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Penas arrepiadas, falta de apetite, dificuldade para ingerir alimentos, vômitos e as vezes diarréia Assim que aparecer os primeiros sintomas, bons resultados são conseguidos com Micostatin (1 gota no bico) e 8 gotas no bebedouro. Nizoral (1 comprimido transformado em pó adicionado a 1 quilo de farinhada seca) também produz bom efeito.



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COCCIDIOSE
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A cossidiose raramente provoca mortes rápidas. As penas ficam eriçadas, a ave fica abatida surgindo 0 osso do peito saliente, chamado de peito de falcão. Desidratação e diarréia com fezes com estrias de sangue ou de coloração bem escura. Vetoco, Coccirex e Amprolium. Os medicamentos devem ser ministrados de acordo com as bulas. Recomenda-se adicionar a farinhada complexo vitamínico e Hidrax ou Pedyalite.



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ASPERGILOSE RESPIRATÓRIA
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O tratamento é difícil; o ideal é prevenir tratando as sementes com um alumino silicato (seqüestraste). De qualquer forma a cura pode ser tentada com Ancotil na dosagem de 120 a 250 mg por quilo de farinhada seca, oferecida por 3 dias. Movimento de cauda acompanhando a respiração, abrir e fechar do bico com muita freqüência. A respiração em alguns casos é bastante ruidosa. Não há tratamento satisfatório com medicamentos específicos, contudo, algum resultado pode ser conseguido com NF 180 (2 g para 1 quilo de farinhada seca) e complexo vitamínico para melhorar a resistência.



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ÁCAROS RESPIRATÓRIOS
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Acesso asmático repentino, porém mais freqüente à noite e à tardinha, ou depois de se alimentar. Respiração penosa, sibilante, com assobio. Acesso de tosse com expectoração contento muitas ácaros. Plumagem em desalinho, abertura do bico sincronizada com os movimentos respiratórios. Após as crises, os pássaros voltam ao estado de aparente normalidade. A presença de ácaros respiratórios Sternostoma Traqueacolum - ocorre, em maior ou menor grau, na maioria dos criadouros. Isolar o pássaro doente. Desinfetar as gaiolas todos os dias com solução Biocid na proporção 2 ml por litro de água. Aplicar vacinação adotando o processo de arrancar algumas penas da coxa do pássaro, esfregando, levemente, uma gota de Ivomec. A medição deve ser repetida 15 dias após e na segunda aplicação da vacina não havendo melhora do pássaro, o mesmo não está acometido de ácaros, devendo ser tentado outro tratamento.



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CARÊNCIA DE VITAMINAS
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Falta vigor, queda de penas fora de época e falta de apetite. Os machos não cantam e de modo geral pássaro fica adormecido durante o dia no fundo da gaiola. Oferecer 5 gotas de Potenay B12 ou Vita-Gold em bebedouro de 60 ml de água, diariamente. Alternar com Ferro SM no bebedouro por período de 15 a 20 dias. Alimentação enriquecida com maça, jiló e verduras em dias alternados durante 30 dias. Banhos nos dias quentes e sol durante 15 minutos no horário da manhã. A farinhada com ovo cozido não deve faltar.



Autor: Paulo Cantoni
FONTE:http://canariculturatuga.com/forum/doencas/doencas-comuns-aos-canarios/

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Ivomec Mocinho Vilăo Ou outra vítima de....

Rodrigo Silva Miguel
É médico veterinário e Criador de aves ornamentais - CCCC - 293



I- Introduçăo
0 uso do Ivomec na criaçăo de aves ornamentais começou como o de vários outros medicamentos, como antibióticos, antiinflamatórios, etc.: com adaptaçőes de fármacos produzidos para mamíferos como căes, bovinos e até mesmo humanos, ou da avicultura de produçăo, onde considerando-se os pesos das aves, as doses săo altíssimas.
A rigor esta atitude năo é condenável pelo fato de que naquela época e até mesmo hoje haver uma caręncia de medicamentos específicos para passeriformes. Essa prática pode e até deve continuar por facilitar o tratamento de nossas aves, porém, se algumas observaçőes básicas năo forem feitas, isso pode levar ao fracasso, o melhor plantel do mundo.
A ivermectina (Ivomec está no mercado desde 1981 e até hoje é um dos antiparasitários de maior sucesso no tratamento de endoparasitas (nematóides), ectoparasitas (ácaros e piolhos sugadores). Isto se deve por sua açăo particular no sistema nervoso (GABA) dos parasitas, o que dificulta o aparecimento de resistęncias.
Por essa capacidade de açăo no sistema nervoso, começou-se a estudar uma possível açăo, do fármaco no sistema nervoso dos hospedeiros (aves, bovinos, căes, etc.). detectando-se alguns efeitos colaterais em algumas raças de căes e também em animais que receberam superdosagem. Esses efeitos colaterais variam de incordenaçăo motora e tremores transitórios, perda de fertilidade por algum tempo em mamíferos até mortes em alguns casos.
Devido ŕ caręncia de estudos a respeito do uso e efeitos colaterais de ivermectina em aves, decidimos desenvolver um trabalho específico, em conjunto com o departamento de Farmacologia, Toxicologia e Patologia da USP, patrocinado pelo CNPq. Este trabalho ainda está em andamento sob os estudos da Dra. Camila G. Pontes (formanda da USP), e a cada nova fase, mais subsídios săo somados aos resultados demonstrados a seguir:

II - Objetivos
A intençăo de se tratar a açăo e os possíveis efeitos colaterais da ivermectina em aves teve como principais objetivos confirmar a eficácia da dose recomendada no tratamento de endo e ectoparasitas, determinar os efeitos na reproduçăo (número de ovos, ovos brancos, morte embrionária e viabilidade de filhotes), além de fixar o que seria uma superdosagem prejudicial ŕs aves.
Foram usados 36 casais de manons (Munia demonstica) em gaiolas separadas onde observou-se por 2 ninhadas os parâmetros reprodutivos acima indicados. Os dados foram anotados e logo após essas duas ninhadas. Os casais foram divididos em quatro grupos para a administraçăo da droga.

Grupo 1 - Controle injetado apenas propilenoglicol*(diluente)
Grupo 2 - Machos tratados com Ivomec
Grupo 3 - Fęmeas tratadas com Ivomec
Grupo 4 - Casal tratado com Ivomec

A aplicaçăo foi feita na dose de 0,01 ml por kg de peso vivo (dose recomendada na literatura) por via intramuscular peitoral. Para conseguir um volume significativo para a aplicaçăo houve necessidade de diluiçăo do Ivomec em propilenoglicol. Observou-se a reproduçăo e na análise das ninhadas houve um aumento na produtividade (número de ovos e de filhotes) explicado pela desparasitaçăo das aves.
A partir desta constataçăo começamos a aumentar as doses na ordem de 10 vezes para cada ninhada onde começaram a aparecer alteraçőes reprodutivas como queda do número de ovos e/ou queda de fertilidade (ovos brancos).
Hoje o experimento continua e já está em uma dose bastante elevada sem apresentar sinais clínicos de efeitos nas aves, a năo ser diminuiçăo da reproduçăo.

III - Conclusőes
1 - Confirmou-se a eficácia do Ivomec no tratamento de endo e ectoparasitas das aves ornamentais.
2 - Confirmou-se a dose recomendada e a ausęncia de efeitos colaterais tanto nas aves quanto na sua reproduçăo nessas condiçőes.
3 - Confirmou-se o efeito prejudicial se usado em dose errada ou de forma continua.
4 - Em dosagens muito elevadas pode provocar convulsőes, tremores, cegueira e até morte.
5 - É o medicamento de maior eficácia para o tratamento de ácaro de traquéia e com os resultados rápidos 6 - Pela dificuldade de diluiçăo a campo, foram feitas algumas adaptaçőes como colocar uma gota de seringa de insulina na musculatura do peito, ou usar a formulaçăo Pour-on (azul) pingando no bico ou na nuca da ave.
7 - Seguindo essas formas de administraçăo, năo se consegue atingir doses prejudiciais podendo ser usado com segurança tanto para a ave quanto para a sua reproduçăo.
8 - O único cuidado deve ser com a época e a freqüęncia de administraçăo do Ivomec, que deve ser determinada pelo veterinário responsável pelo plantel de acordo com a espécie, época de reproduçăo e grau de parasitismo.

IV - Consideraçőes Finais
Esses dados foram extraídos de trabalho científico realizado por nós dentro da faculdade de Medicina Veterinária da USP e confirmados na prática em nossa criaçăo situada no município de Batatais, Săo Paulo, onde tratamos diferenciadamente 3000 matrizes de 28 espécies de aves.


Fonte: http://www.criadourokakapo.com/index.php?secao=artigocor000151

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Granulados Nutribird



Hoje em dia,acredito que mais de metade dos criadores de canários,utilizam este produto(eu,por exemplo) esta alimentação que tanto pode ser dado como alimento principal,assim como complementar,eu pessoalmente utilizo como complementar.
São granulados com uma composição,à base de cereais seleccionados, fruta fresca e 50 % de alpista.
Com estes granulados,tem-se praticamente poucas perdas ou nenhumas.
Eu no meu caso não foi necessário porque estou a dar o granulado como complementar,mas quem pretenda dar como alimentação principal terá que ir inserindo gradualmente estes granulados para que as aves se habituem aos mesmos.
Estem granulados existem praticamentem para todo o tipo de aves,mas neste caso o C19 é exclusivamente para canários e exóticos e destina-se para a altura da criação,havendo o nutribird C15 para a muda e manutenção também para canários e exóticos.

Aqui fica a tabela nutricional dos granulados C19(Canários e exóticos)

Proteína bruta 19 %
Gorduras brutas 16 %
Cinza bruta 4,5 %
Celulose bruta 3,5 %
Cálcio 0,9 %
Fósforo 0,6 %
Metionina 0,45 %
Lisina 0,95 %
Sódio 0,2 %
Magnésio 0,17 %
Vitamina A 15.000 UI/kg
Vitamina D3 1.500 UI/kg
Vitamina E 50 mg/kg
Vitamina K 1,5 mg/kg
Vitamina B1 2 mg/kg
Vitamina B2 10 mg/kg
Vitamina B3 15,5 mg/kg
Vitamina B6 4 mg/kg
Vitamina B12 20 µg/kg
Vitamina C 30 mg/kg
Vitamina PP 40 mg/kg
Acido fólico 0,5 mg/kg
Biotina 220 µg/kg
Colina 700 mg/kg
Treonina 0,78 %
Triptofano 0,19 %
Ferro 30 mg/kg
Cobre 14 mg/kg
Manganés 85 mg/kg
Zinco 100 mg/kg

Ingredientes
Cereais
Sementes (mín. 50 % alpista)
Fruta (mín. 5 % fruta fresca)
Extractos de proteínas vegetais
Subprodutos de origem vegetal
Açúcares
Minerais
L-Lisina
Metionina
Extr. Yucca schidigera
Extr. Tagetes spp.
Fructo-oligosacarídeos
Vitaminas
Oligoelementos

Embalagem: 5 Kg

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Papa de criação/manutenção

Agora que estão praticamente a nascer as primeiras crias,a alimentação nesta altura é fundamental,não é que em outra altura não o seja mas agora é crucial.
Nesta altura estou a dar papa 3 vezes por semana,para alem do germinado com os cuscos,a sêmola e o nutribird,agora quando nascerem as crias vou dar tudo isto todos os dias,para que os pais alimentem bem as crias.
O ano passado tive alguns problemas no inicio da criação,mais de metade da 1ª postura os ovos eram goros,quando me apercebi os machos estavam exageradamente gordos,dai não galarem as fêmeas.Este ano já depois de as fêmeas estarem no choco os machos parecem me um pouco mais gordos do que o que estavam antes de elas agarrarem ao choco.Estou a pensar sériamente em mudar de papa quando chegar a manutenção,visto que agora seria um risco.Talvez comam muita papa devido á mesma ser muito doce e ingerirem em muita quantidade,não é que eu dê muita,pelo contrário mas muitas vezes os machos metem-se no comedouro onde está a papa e nem deixam comer a fêmea.A papa que eu estou a utilizar neste momento é a papa branca espanhol da marca Pineta.
Que papa é que me aconselhariam?