quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Técnica Para Lavar Pássaros
Necessita-se de fornecer condições para que todos os pássaros criados possam efectuar os seus banhos diários, existem banheiras apropriadas, as quais devem ser bem limpas e desinfectadas com soluções aquosas de sais quaternários de amónio.
Deve-se observar preventivamente a não utilização de substâncias ADERENTES no líquido do banho, ou seja, substâncias que venham juntar-se para favorecer a adesão às paredes, gaiolas etc; estes ADERENTES são danosos aos pássaros porque cobrem a plumagem com uma "película" e são irritantes aos olhos.
Os produtos contendo sais quaternários de amónio devem ser utilizados nas dosagens indicadas pelos produtores (normalmente 1 colher de café para 1 litro de água de banho:
para acção desinfectante e antimicótica usa-se 1 colher das de sobremesa por litro de água e esta dosagem é contra-indicada para banho ou limpeza dos pássaros.
Os pássaros gostam de banhar-se diariamente também durante o Outono e o Inverno, em água tépida, canários de cor e canários de todas as raças e todos os indígenas, a maioria dos exóticos, se saudáveis e bem alojados aceitam muito bem o banho diário ou em dias alternados.
Entretanto, as raças delicadas, algumas espécies de exóticos granívoros e insectívoros podem banhar-se em intervalos mais longos, em ambientes secos, totalmente sem correntes de ar, com água ligeiramente morna (sobretudo para os Giber Itálicos e o Giboso Espanhol, que não tem penas em certas partes do corpo) nas estações mais frias do ano.
Para alguns pássaros, mesmo oferecendo-se banheiras com água, há uma recusa de imergirem na água; isto é normal para certas espécies como Melopsittacus undulatus que preferem que esfreguem as penas contra verduras molhadas.
Para estes últimos não resta outra alternativa senão efectuar-se uma boa borrifação, sem exageros, através de alguns borrifos que são adquiridos em floricultura; dissolve-se uma colher das de café de sais quaternários de amónio para cada litro de água.
É óbvio que a gaiola contendo os pássaros que tomam banho (através da banheira ou da borrifação) deve ser bem limpa, pois de outro modo a plumagem ficaria suja e isto é um facto negativo, sobretudo para os pássaros que devem ir a concurso ou exposição.
O fundo da gaiola ou a bandeja deve ser coberto por papel limpo do tipo absorvente e os arames devem ser bem zincados e esmaltados (a ferrugem suja a plumagem).
Os únicos períodos nos quais convém evitar a borrifação são:
durante o período de reprodução (a borrifação pode espantar a fêmea que pode interromper o choco ou a alimentação dos filhotes, ou descondicionar excessivamente os reprodutores, notoriamente mais ansiosos e medrosos que podem, em casos extremos, parar o ciclo reprodutivo devido ao descondicionamento hormonal; esta última situação é mais frequente nas espécies silvestres ou ainda não bem adaptadas à vida no estado de cativeiro) e durante o período da muda, pelo perigo de resfriamento.
Banhos ou borrifações devem ser feitos sempre antes das 15 horas para evitar que os pássaros durmam molhados ou húmidos.
Como lavar os pássaros que serão expostos em concurso ou exposição:
A lavagem das penas constitui um trabalho um tanto quanto delicado, porque o corpo do pássaro é muito sensível a cada tipo de manuseio e, em cada caso, não deve tê-los muito apertados na mão.
Lembremo-nos que sempre que pegamos um pássaro na mão, ele sofre um stress mais ou menos sério.
Portanto a “lavagem manual” é uma operação que se faz somente para espécies ou raças mais domesticadas ou mais letárgicas (muitas raças de canários de forma, postura e frisados habituados ao contacto humano etc.); embora para os canários de cor e raças, sejam indígenas ou exóticas, aconselha-se evitar a captura difícil e o trabalhoso banho a mão; muito melhor oferecer-se a banheira ou borrifar-se.
Como se subdividem os canários de acordo com a plumagem:CANÁRIOS que devem ter a PLUMAGEM ADERENTE.CANÁRIOS que devem ter a PLUMAGEM VAPOROSA.
Esta subdivisão, orientativa para os criadores, torna-se necessária para a metodologia da “lavagem manual” a ser descritiva porque certos ingredientes do banho favorecem ou a uma plumagem aderente e sedosa ou uma plumagem fofa e luzente.
Assim, por exemplo, um SCOTCH não pode ser lavado com um ingrediente que favoreça a fofura nem, pelo contrário, um NORWICH pode ser lavado com um ingrediente que torna a plumagem aderente.
O criador que pela primeira vez prepara a “lavagem manual” dos próprios pássaros, deve antes praticar lavando outros pássaros que não irão para o concurso ou exposição.
Desta forma, se os primeiros resultados da lavagem não forem satisfatórios (devido a eventuais erros na “técnica do banho”) pode-se pesquisar as causas negativas que provocaram o resultado negativo.
Lembrar-se sempre que um pássaro lavado recentemente pode manchar facilmente a própria plumagem (daí a necessidade de aloja-los em lugares bem limpos e com arames sem ferrugem).
Preparos e utensílios:
Quando se prepara os pássaros que devem ser expostos, o criador não só deverá preventivamente treinar-lhes a exibirem-se sem temor, mas como também deverá certificar-se que a plumagem seja imaculada, sem penas sujas especialmente em volta do pescoço e na cauda, partes da plumagem que se sujam mais facilmente.
Normalmente a “lavagem manual” é feita uma semana antes do dia do concurso ou exposição.
Para lavar os pássaros deve-se preventivamente munir-se dos seguintes preparos:
3 ou 4 recipientes de ½ litro de água, mas o ideal seria em água corrente em fio e morna se possível;
Um champô neutro para criança, tipo que não irrite os olhos (ex: “Johnson”);
Uma garrafa de vinagre de maçã de boa qualidade;·
Um recipiente contendo glicerina;
Um pincel de barba de pêlos muito fofo (melhor dois pincéis) e uma escova de dentes macia em forma de triângulo, para lavar a cabeça;
Um recipiente contendo sabão neutro de boa qualidade;
Papel toalha bem absorvente;
Uma esponja natural, muito macia (não de plástico);
Alguns cotonetes (dos utilizados para limpeza de ouvidos humanos).
Além disso é necessário secar-se a plumagem e para tanto pode-se usar:
Uma fonte de calor (observar para não haver alterações quanto a oxigenação);
Ou um local (diferente do de criação) bem quente, com temperatura acima de 23ºC.
Deve-se ter PRECISÃO, PROTEÇÃO e DELICADEZA.
Com estes “ingredientes”, uma boa prática conferirá gradualmente aquela experiência que permitirá lavar, em uma hora, uma dúzia de pássaros para concurso ou exposição.
Procedimento:
Um local quente (bem fechado, para evitar qualquer perigo de corrente de ar) pode conter um número elevado de pássaros molhados.
É necessário evitar-se uma secagem muito rápida, ou seja, um calor excessivo que facilitaria uma plumagem desarrumada e anti estética que podem perdurar por várias semanas:
ao contrário, uma secagem muito lenta (gaiola muito distante da fonte de calor) coloca em perigo o pássaro que, pela queda de temperatura pode ser acometido de todas as complicações que se pode facilmente imaginar.
Os canhotos seguram o pássaro com a mão direita; a maioria dos destros, seguram com a mão esquerda, delicadamente, mantendo o polegar e o indicador em volta do pescoço, sobre o ombro, no sentido de evitar que a cabeça possa sair, com consequente fuga.
No primeiro recipiente coloca-se água morna com um pouco de champô; emerge-se o pincel de barba ou escova de dente e, delicadamente, manejando o pássaro na mão, se esfrega toda a plumagem sempre na direcção cabeça-cauda (ou seja, na direcção da pena e NUNCA ao contrário).
Pode-se também lavar em água morna e corrente, saindo apenas um filete é mais rápido e higiénico.
Com um bastonete, embebido em água com champô, limpa-se a cabeça, face e pescoço do pássaro, tendo-se cuidado para que a água não atinja o bico ou os olhos (mesmo um baby-shampoo irrita os delicados olhos dos pássaros).
Colocar bem a cauda na água com champô e lavar, junto as asas mantidas abertas, com o pincel de barba ou escova de dente macia.
Primeiramente lava-se a cabeça, a nuca, depois o dorso, os ombros, as asas (as asas são abertas e colocadas entre o indicador e o polegar da mão esquerda ou da direita quando se é canhoto e, com a outra mão, através do pincel de barbear, lavam-se as asas, sobretudo nas extremidades onde há mais sujeiras), o uropígio e a cauda.
Depois, delicadamente, põe-se o pássaro com o ventre para cima e, sempre seguindo a direcção da plumagem (cabeça-cauda), são lavadas as partes inferiores, começando pela face, pescoço, peito, abdómen, subcauda e a raiz da parte inferior da cauda.
Porém, para os exemplares mais irrequietos, deve-se lavar inicialmente o corpo, deixando-se por último a cabeça; deste modo o pássaro ficará mais tranquilo e não se debaterá durante a lavagem da cabeça.
Nenhum pássaro gosta de ser colocado de “barriga pra cima” e, sobretudo os mais irrequietos, debatendo-se, podem fugir da mão; porém é possível controlar-se seus movimentos colocando-se o polegar e o indicador (formando um pequeno anel) entre a cabeça e o ombro, controlando o seu fechamento para evitar a saída da cabeça.
Como lavar a cabeça e a poupa:·
Nos exemplares com poupa (tipo ARLEQUIM, GLOSTER CORONA, CREST etc.) arrumam-se delicadamente as penas, a partir do centro do poupa (“coroa”) ajustando-as e, com a extremidade do bastonete embebido em água e champô, esfregar na direcção da pena, estando muito atento para não arrancar nenhuma pena durante a operação.
A esta altura, passando-se delicadamente um dedo da mão sobre a plumagem molhada, sempre em direcção da cabeça-cauda, faz-se escorrer a maior quantidade de água e champô.
O pincel de barbear, em um recipiente contendo água pura colocada à parte, é bem lavado e espremido;
depois passa-se sobre sabão neutro e depois é molhado;
depois repassa-se sobre toda sobre toda a plumagem do corpo do pássaro do mesmo modo já descrito.
Se o pássaro não estava muito sujo, a utilização de sabão neutro pode ser evitada.
O reenxaguo:
Após o ensaboamento deve-se fazer o reenxaguo do pássaro.
Esta operação é importante na lavagem com champô, porque cada traço de sabão deve ser removido para se obter um perfeito resultado final.
No segundo recipiente, contendo água pura morna, imerge-se todo o corpo do pássaro (obviamente com excepção da cabeça); abrem-se as asas e a cauda; através da outra mão recolhe-se água pura e lava-se delicadamente o pássaro.
No terceiro recipiente é colocada água morna, na qual é adicionada: ou uma colher das de café de GLICERINA; ou uma colher das de café de um bom VINAGRE de maçã ou uva.
A GLICERINA favorece a formação de uma plumagem elástica, muito macia, sedosa, vaporosa e mais cheia e é, assim, indicada para aqueles pássaros que devem exibir este tipo de plumagem (ex: NORWICH, GLOSTER, FRISADOS etc).
Pode-se juntar à glicerina algumas gotas de limão que neutralizam traços de sabão.O VINAGRE, ao contrário, favorece uma plumagem brilhante e aderente; de tal modo é indicado para exemplares cujo standard prevê este tipo de plumagem (ex: SCOTCH, BOSSU, HOSO, PERIQUITOS ONDULADOS, espécies indígenas e exóticas de “tipo silvestre” etc.).
Utiliza-se uma colher de glicerina (com 20 gotas de limão) ou de vinagre para cada litro de água.Antes de soltar o canário na gaiola de secagem enxugue-o bem e depois deixe-o por alguns minutos enrolado na toalha para que esta absorva alguma parte da água das penas."
Artigo retirado do site: http://mundo-dos-canarios-artigos.blogspot.com/search/label/Lavar%20Aves
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
A escolha das aves para a exposição
Eu este ano tenho melhores fêmeas do que machos,alguns machos até têm boas marcações,desenho,lipocromo mas não têm boas mascaras...tinha também dois bons intensos para levar, mas infelizmente um partiu uma das unhas no transporte até a casa,já não poderá ir...foram escolhidos: Ágatas amarelos Intensos,Ágatas amarelos Nevados,Ágatas amarelos mosaicos,Castanhos Amarelos Nevados,Castanhos Amarelos Mosaicos,Negros Amarelos Mosaicos,estas aves na mutação Onix.
Agora á que as preparar,alimentação,banhos diários e esperar que corra tudo bem!
Boas preparações para as exposições!
domingo, 20 de setembro de 2009
OS PIOLHOS - uma praga a evitar
As três principais espécies e as que mais incómodos e danos provocam são:
- Piolho do interior das penas (Picobia Bipectinata);
- Piolho da Pluma (Amalga Posrinus);
- Piolho Vermelho (Dermanyssus gallinae).
As duas primeiras espécies alimentam-se de descamações da pele e das penas das aves, só pontualmente chupam sangue, estas duas espécies são consideradas um problema efectivo se multiplicarem de forma descontrolada.
O piolho vermelho é o mais perigoso dos três dado que é ematofago, ou seja alimenta-se de sangue.
Este piolho atacando de uma forma continuada pode levar as aves a um estado de debilidade tal que provoca a sua morte, principalmente as pequenas aves jovens que se encontram no ninho sem qualquer defesa.
COMO DETECTAR A PRESENÇA DE PIOLHOS.
A ave infectada de piolhos, mostra-se muito inquieta e agitada, e tenta de todos os modos livra-se do parasita, quer através de banhos no bebedouro quer picando-se constantemente, o que vai provocar um estado menos bom da plumagem, todos estes esforços contínuos vão provocar um enfraquecimento das aves, inclusivamente poderá acontecer que os machos deixem de cantar.
Piolho das penas – Pelo simples exame da ave detecta-se este piolho, basta estender a asa da ave infectada, e observá-la a contraluz, vai notar-se uns pequenos pontos que se deslocam rapidamente ao longo das rémiges e rectrizes.
Piolho dos barbados– Vive preferencialmente nos barbados das penas, e também com um exame cuidado se pode detectar este parasita.
Piolho Vermelho – Este piolho não vive na ave, sendo um animal nocturno só ataca as nossas aves durante a noite, estando escondido durante o dia, nos mais diversos locais:
- Poleiros Ocos- Ninhos- Frinchas das gaiolas- Matérias de tecido.
Inclusivamente podem estar escondidos a distancias consideráveis das gaiolas que irão atacar durante a noite.Esta espécie quando não controlada vive em colónias de milhares de indivíduos.
MODO DE COMBATE
Actualmente existem no mercado vários produtos indicados para o combate destes parasitas, podendo estes apresentar-se em spray ou em pó.
È importante a quando da escolha do produto para combate dos parasitas, verificar-mos se é especifico para aves e devemos sempre proceder conforme as indicações, para não provocarmos intoxicações, às aves.
Julgo também ser importante que quando se fizer a desinfecção da gaiola retirar comedouro se bebedouros, para termos a certeza de não vamos contaminar os alimentos.
Para combater esta praga, devemos proceder à desinfecção directa da ave e à desinfecção das instalações onde poderá estar a colónia de piolho.
Desinfecção directa – Pegar na ave cuidadosamente e desinfecta-la conforme indicação dada nos productos.
Contudo quem tem um plantel elevado é um pouco complicado desinfectar ave por ave , neste caso aconselho a utilização de um spray direccionado directamente às aves, tendo o cuidado de evitar a zona dos olhos. Actualmente o que uso para o combate desta praga é:
- Desifecção directa com Paramectin uma gota por ave no dorso.
- No ninho com spray insecticida da Tabernil
- E desinfecção das instalações com frontline Spray.
Fonte: http://canariculturatuga.com/sites/index.php?option=com_content&task=view&id=181&Itemid=28
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Auto Vacina

A Auto-vacina, é uma técnica já com alguns anos
de estudo e desenvolvimento, nas mais diversas espécies de animais, Em Portugal,
deu os seus primeiros passos na ornitologia em 2003/2004.
Com o objectivo de esclarecer o que é uma vacina / auto-vacina, fica
aqui a definição de um dos responsáveis pelo seu desenvolvimento - Dr. Helder
Lousada (Médico Veterinário e Mestre em Parasitologia Médica)
“Uma vacina é um preparado farmacológico que se destina a estimular o
sistema imune do indivíduo vacinado de forma a criar mecanismos efectivos de
combate e memória imunitária (imunomediados por via celular ou sorológica) a
uma ou mais patologias provocadas por bactérias ou Virus.
Na pratica e se reduzirmos a situação a uma hipotética vacina com uma bactéria,
o que se administra ao animal a vacinar/proteger, não é mais do que a bactéria
atenuada ou morta por processo farmacológico ou ainda uma fracção dessa bactéria.
O que se pretende é promover o contacto do animal a vacinar com o vírus
ou parte deste, desde que seja incapaz de provocar doença.
Quando estas partículas bacterianas entram em contacto com o sistema
imune da ave este responde com uma acção imediata para eliminar aquele an-
tigénio/bactéria e simultaneamente processa um registo celular denominado de
memória imunitária, que permite ao canário no futuro responder mais intensamente,
mais rápido e mais certeiro a uma eventual infecção por essa bacteria. “
Dr. Helder Lousada
Médico-Veterinário
O desenvolvimento da Auto-vacina atravessou várias fases, numa fase
inicial, surgiu como uma encomenda específica, de um criador de Top (Nuno Monteiro),
cujo o objectivo era a redução da taxa mortalidade no seu canaril e por sua
vez tornar as aves muito mais resistentes a doenças provocadas por bactérias.
O resultado foi excelente, em anosanteriores a taxa de mortalidade rondava os
10% de mortes, no ano seguinte a taxa oi reduzida para metade.
Devido ao seu sucesso imediato, o grupo de criadores adeptos da autovacina
aumentou, o que permitiu um desenvolvimento da auto-vacina a outra
escala.
Todas as análises realizadas até então,concluíram que os resultados de
canaril para canaril pouco divergiam, o que veio permitir o desenvolvimento de
uma auto-vacina, muito mais versátil, deixando de ser uma vacina especifica para
um criador, de uma determinada região geográfica, tornando-se numa vacina eficaz
de Norte a Sul do País.
A Auto-vacina tem a capacidade de apoiar o desenvolvimento do sistema
imunitário dos canários, tornando os muito mais robustos e resistentes a doenças
do foro intestinal e respiratório ( E.Coli, Estafilococos, Micoplasmose, Estreptococos
doenças do foro intestinal).njectável por via intramuscular.
Coloca-se o peito para cima (pernas para cima), desvia-se as penas do peito, e
injecta-se o canário na região onde se apresenta mais musculo, ao lado do esterno,
a meio do peito.
Basta introduzir a agulha apenas algunsmilímetros, o suficiente para o
bisel da agulha entrar no músculo, ao injectar, o liquido deve dirigir-se para o interior
da ave e não para o exterior.
No peito ficará com um hematoma quase imperceptível, provocado pela
introdução da agulha, este rapidamente irá desaparecerão fim de 1 ou 2 dias.
A seringa a ser utilizada deve ser de 1ml ( insulina). Para facilitar a vacinação
pode utilizar um batente na agulha – corta uma borracha e coloca-la na agulha
da seringa, deixando apenas de fora o comprimento de agulha necessário para a
vacinação, desta forma não corremos o risco de introduzir demasiado a agulha.
Dosagem:
2 aplicações separadas por 3 semanas - 0.1ml por aplicação.
Existem frascos de 20ml para 100 canários e frascos de 50ml para 250 canários.
Durabilidade e época de administração:
Esta Auto-vacina protege a ave durante um ano.
Não existe uma época específica para a administração da Auto-vacina, contudo
existem períodos mais recomendados: no mês de Setembro, após muda e antes
das Exposições, ou logo após exposições e antes da época de criação.
Cuidados a ter:
A vacina deve ser guardada no frigorífico e mesmo durante a aplicação aconselhase
a permanecer no fresco (colocar uma placa de gelo junto ao frasco). Após utilização
voltar a colocar o frasco no frigorífico.
Antes da sua aplicação agitar bem o frasco.
Deve vacinar apenas canários saudáveis.
Vacinar os canários a partir dos 2 meses de idade.
Reacções após vacina:
O canário no dia da vacina e no dia seguinte ficará menos activo, alimentando-se
normalmente. Nos dias seguintes voltará ao seu ritmo de vida normal.
As reacções poderão diferenciar de ave para ave, mas sem nenhum prejuízo para
a mesma.
Vantagens:
As aves tornam-se muito mais robustas com um sistema imunitário e mais reforçado
e resistente a doenças do foro intestinal a algumas do foro respiratório.
Os canários reagem de uma forma muito positiva a mudança de ambientes(Transportadoras
Exposições, outros canaris…).
O facto de se encontrarem com o sistema imunitário reforçado, a ave
sente-se melhor, e reunindo melhores condições físicas para o período das criações.
Os filhotes nascem mais robustos e apresentam um desenvolvimento mais
regular e uma melhor adaptação a diferentes espaços (Viveiros, Voadoras…).
A utilização da auto-vacina veio reduzir a aplicação indiscriminada de antibióticos,
principalmente durante o período da criação.
Notas Finais:
A Auto-vacina não vai desenvolver “Super-Canarios”, vai ajudar a promover a
saúde e o bem-estar do plantel.
Um canário com saúde tem a capacidade de reunir um conjunto de factores que
vão promover uma boa criação, reflectindo em filhotes saudáveis, robustos e com
qualidade. A Auto-vacina ajuda a reduzir a probabilidade de Doença e por sua vez
a redução da taxa de mortalidade.
Pessoalmente considero a Auto-vacina nos canários como a “Nova Tecnologia
de Ponta”, que se encontra em constante evolução e a acompanhar a realidade
da canaricultura, um trabalho de equipa entre Veterinários Especializados e
os Criadores Dedicados…
Actualmente a Auto-vacina encontra-se desenvolvida para a Columbofilia, e em
estudo e desenvolvimento para os Psitacideos.
Excelente anos de Criações, com o Mundial 2010 à vista!!!
Fonte:http://www.lusoperfil.netvisao.pt/autovacina.html
Ricardo Racha sócio n.º 196
Gloster clube Portugal
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
O Ivomec Pour On e a sua uilização na ornitologia
Então, existem 3 tipos de ácaros, podem ser externos e internos, pode haver outros. Mas estes são os mais falados entre os criadores de aves.
Externos:
1. Os que sugando o sangue das aves através da pele no períodos nocturno (pequeninos e de cor avermelhada/cor do sangue).2. Os que se alimentam das penas, peles mortas (cor acastanhada claro).Interno:3. Os ácaros que instalam nas vias respiratórias (traqueia e pulmões).
Nos dois primeiros casos os ácaros podem ser vistos a olho nu, já o terceiro caso torna-se difícil a sua visualização.Em casos mais graves podem provocar morte de crias e progenitores, reproduzem e propagam com uma velocidade espantosa, a maneira como estes se podem levar ao desespero de muitos criadores.
Na tentativa de combater os ácaros, temos outros produtos no mercado.Podemos encontrar-se muitos outros produtos: “MEN FOR SAN, HIDROVIT, ALLAX, PULMOSAN, FLORA MUCIL, CANI AVES, PIOLHAVES…”.Dos vários produtos vou destacar mais dois no combate desta “praga”, o IVOMEC POUR-ON” e o NOROMENCTIN POUR-ON estes produtos foram estudados e adoptados por muitos criadores, relevo que estes produtos são de uso veterinários em bovinos.
O meu conselho é, antes de experimentar procure informar-se ou peça aos criadores mais experientes e que já tenham utilizado o “IVOMEC POUR- ON”ou o “NOROMECTIN POUR-ON conselhos para a melhor utilização, o erro aqui pode ser irreversível (morte ou esterilizarão).Nota: leve um frasco onde poderá trazer o produto, estes produtos são vendido em avulso.
Fonte: http://bloggerbirds.blogspot.com/
domingo, 16 de agosto de 2009
Raça Satiné
O Satine actua como bloqueador da produção da melanina negra (olhos vermelhos, bico patas e unhas são claras), fazendo desaparecer totalmente a eumelanina negra bem como a phaeomelanina castanha.
O desenho da cabeça, dorso e flancos deve ser nítido, fino e curto. A cor beige escura sobre um fundo muito claro, realça o contraste do desenho dorsal.
Neste canário o criador deve ter presente no seu trabalho (acasalamentos) dois pontos chave importantes a saber:
1- Se procurarmos aves muito brancas corremos o risco de perder o desenho da cabeça.
2- Se perdemos o desenho dorsal, como consequência perdemos o contraste.
3- Se pelo contrario acentuarmos demasiado o desenho dorsal, obteremos exemplares muito marcados, mas com estrias demasiado largas e compridas.
Como tal um exemplar de qualidade deve possuir, nas rémiges um branco o mais puro possível e bem visivel.
O desenho fino e curto (partido), as estrias bem visíveis partindo da cabeça dorso e flancos. A cor deve ser tonalidade beige, nem muito clara nem muito escura.
Para obtermos um desenho típico, próximo do Standard COM devemos evitar cruzamentos com canários clássicos (negros e castanhos), pois assim estamos a prolongar e alargar as marcações dorsais (estrias).
O criador destas aves deve ter como finalidade, procurar obter canários portadores resultantes de Ágatas ou isabeis, que tenham um desenho fino e curto.
No entanto o método melhor de acasalamento é Satine X Satine. desde modo consegue-se visualizar a quantidade e os defeitos de cada reprodutor.
Dando continuidade ao acima referido, procuro acasalar um exemplar com estrias pouco visíveis com outro exemplar muito bem marcado (lei da compensação), com incidência na cabeça. É de grande importância termos atenção à qualidade de plumagem dando sempre preferência aos exemplares de pena curta.
Resultado dos Acasalamentos
1- Satine x Satine
100% Satine
2- Macho Portador Satine x Fêmea Satine
25% Macho Satine
25% Macho portador de Satine
25% Fêmeas Satine
25% Fêmeas Clássicas
3- Macho Satine x Fêmea Clássica
(Isabel ou Ágata)
50% Macho Portador Satine
50% Fêmeas Satine
4- Macho Portador Satine x Fêmea Clássica
(Isabel ou Ágata)
25% acho Portador de Satine
25% Macho Clássico (difícil de distinguir só através
de uma analise do seu genotipo,
nos cruzamentos posteriores).
25% Fêmeas Satine
25% Fêmeas Clássicas
Autor: Carlos Lima
terça-feira, 21 de julho de 2009
Campeonatto Mundial de Ornitologia(Matosinhos)
Dia 14 Janeiro de 2010 - Quinta- feira - Chegada dos convoyeurs estrangeiros.
19.00 horas.
Dia 15 Janeiro de 2010 - Sexta - feira - Engaiolamento dos pássaros estrangeiros.
8.00 às 18.00 horas.
Dia 16 Janeiro de 2010 - Sábado - Engaiolamento dos pássaros Portugueses.
Das 9.00 às 12.00 horas e das 14.00 às 18.00 horas.
18.30 horas - Congresso O.M.J.
Dia 17 Janeiro de 2010 - Domingo - Julgamento.
Dia 18 Janeiro de 2010 - Segunda - feira - Julgamento.
Dia 19 Janeiro de 2010 - Terça - feira - Julgamento.
Dia 20 Janeiro de 2010 - Quarta - feira - Organização.
Dia 21 Janeiro de 2010 . Quinta - feira.
15 Horas - Inauguração
16,00 às 20.00 horas - Abertura ao público
Dia 22 Janeiro de 2010 - Sexta - feira.
10.00 às 20.00 horas - Abertura ao público
Dia 23 Janeiro de 2010 - Sábado.
10.00 horas - Congresso C.O.M.
10.00 às 20.00 horas - Abertura ao público
20.30 horas - Jantar de gala.
Dia 24 Janeiro de 2010 - Domingo.
10.00 às 17.00 horas- Abertura ao público
17.30 horas - Encerramento.
18.00 horas - Entrega de aves Portuguesas.
Dia 25 de Janeiro 2010 - Segunda - Feira - Desengaiolamento das aves Estrangeiras.
Informação importante - Preço por ave - 10€
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Sementes germinadas
Não vale a pena tentarmos ser auto didactas neste aspecto.
Porque muitas vezes corremos o risco de não seleccionar bem as sementes para o efeito,
logo vamos deixar este aspecto para profissionais(empresas altamente qualificadas:varsele laga).
Existem no mercado de produtos para aves, sacos de sementes para germinar altamente cuidadas e balanceadas.Claro que o preços variam consoante as marcas, mas eu pessoalmente prefiro a Varsele Laga, tem uma mistura de sementes muito interessante e de qualidade.
As sementes germinadas representam um alto valor proteíco e nutritivo para as aves(principalmente para as crias). O germinado é sem duvida alguma o maior complemento nutritivo e saudável que podemos dar na altura da criação e não só(pessoalmente administro todo o ano).
Observações feitas na natureza ao papo das aves recém nascidas e outras já com alguns dias de vida, revelaram que um grande número de aves fornecem este tipo de alimento quase desde o dia que nascem os filhotes. É comum ver nos campos as aves andar de voltam das plantas com rebentos e samente mais tenras.
Como preparar as sementes greminadas?
Coloca-se as sementes numa taça cobertas com água com um pouco de lixivia durante 24 horas. Depois retira-se da água e colocam-se as sementes num passador em rede onde estas vão ser bem lavadas em água corrente.Deixa-se as sementes germinar,vão estar mais dois dias a grrminar no passador em rede e podem-se administrar ao quarto dia, com papa seca,cuscos,etc.
Importante:
As smentes substituir as sementes ao fim de 24 horas depois de administradas ás aves afim de evitar que começem a ganhar bolor,fungos entre outros.Também deveremos limpar muito bem os recipientes onde foi administrado o germinado a fim de evitar o que mencionei no parágrafo anterior.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Preparação das aves para as exposições
Contudo parece-me que falhamos na preparação das aves.Não basta ter boas aves, temos que as preparar para concorrer.
A preparação das aves para serem julgadas nas exposições é importante, para obter melhores classificações.
As aves não:
se devem apresentar sujas ou com peladas;
se devem apresentar nervosas ou demasiado apáticas;
ter nenhuma unha partida;
ter penas quebradas;
Visivelmente não ter qualquer defeito na sua constituição
Assim sendo,recomendo o seguinte:
Limpeza das aves 2 ou 3 dias antes de as lavar para as exposições. Dar banho utilizando para esse fim um shampoo de ph neutro ou outros produtos que possam ser utilizados para esse fim.Irão que a plumagem irá ficar mais brilhante e sedosa.
Tendo o cuidado, neste processo de lavagem, de não danificar a plumagem das aves, a metodologia pode ser a seguinte:
Num recipiente diluir em água morna, um pouco de sampoo e ter outro recipiente também com água morna.
Pegar na ave e com um pincel de barba molhado no recipiente com água e shmpoo, lavar a ave ao correr das penas, ficando esta bastante molhada, de seguida com outro pincel e com o recipiente de água limpa, enxaguar a ave.
Depois de concluido esta etapa a ave vai ficar completamente molhada. Nas instalações não deve estar demasiado frio nem sequer haver correntes de ar, e é importante que durante algum tempo não deixemos parar ave, para que esta não arrefeça em demasia, ou até morra.logo que a ave se mova de poleiro para poleiro e comece arranjar as penas,passou o perigom e esta vai secar completamente.
Neste processo de secagem, também se pode utilizar a gaiola enfermaria para a secagem das aves.
No caso da lavagem das penas do rabo pode-se utilizar uma escova de dentes,efectuando a lavagem sempre ao correr das penas para não as danificar.
As aves para concurso, não deverão ser retiradas directamente da voadeira para as gaiolas de exposição.Devem estas ser isoladas com antecedência de pelo menos um mês(os psitacìdeos pelo menos 3 meses) para que se vão habituando a uma gaiola pequena e durante este tempo devem passar o maior número de pessoas em frente ás mesmas a fim de as aves se irem habituando.
Aves que são desclassificadas:
anilhas não conformes;
diametro ou dimensão inadequada;
anilhas não oficiais
aves com mais de uma anilha;
aves com arranjos artificiais;
etc,etc,etc
Aves não julgáveis:
ave ferida;
ave cega ou com visão defeciente;
ave com dedo ou unha ausente;
ave doente;
ave com dedo rigido ou deformado;
ave lipocrómica com malha melânica(canários);
Ave com duplo factor(ex pastel+ opala)
Ave sem a característica da raça
Aves fora de classe:
Devemos ter atenção na inscrição das aves pois, todas as aves inscritas fora de sua classe, têm o seguinte tratamento:
-OS juizes devem julgá-la de acordo com o standard do seu fénotipo,atribuem-lhe a respectiva pontuação, mas a ficha deve ser traçada com a indicação “Ave ora de classe”.
Nota: É triste muitas vezes constactar que muitas vezes bons exemplares não tenham pontuação mais elevada,por motivos atrás mensionados.
Desejo a todos boas exposições e claro boa preparação para as mesmas!!
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Segundo relatório das Nações Unidas Apresentado na Coreia do Sul.
Das várias espécies:(mamíferos,aves,répteis,insectos e plantas) as aves são o segundo grupo mais ameaçado em todo o mundo.
Das 1194 esécies representadas e catalogadas, 12% estão ameaçadas de extinção a nível mundial.
O comércio de animais exóticos, onde as aves estão inseridas, está a ser visto com muita preocupação a nivel global pelas principais organizações da protecção da natureza.Pois nos ultimos anos está a par do comércio de narcótico.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Canário ou canária??
O primeiro é conhecido como sexagem: Análise de sangue ou de uma pena da ave, o ouro método é a laparoscopia: Que consiste em examinar o interior do corpo da ave por meio de uma fibra óptica(o que permite vêr os óvários ou testículos da ave). Ambos os métodos são dispendiosos,por serem feitos em laboratório veterinário. Quem recorre a estes métodos são os criadores de psitacídeos(araras,papagaios, aratingas,roselas entre outros de pequeno e grande porte.
Aves de custo já considerável.
Quando os canários são muito novos, em algumas raças é extremamente difícil detectar a diferença entre machos e fêmeas.
Há no entanto determinadas raças de canários cuja a identificação se torna mais facil.
Na linha dos canários Mosaico, por ex: Os machos, são por norma mais coloridos nos ombros(parte dianteira das asas) e em redor dos olho e testa(máscara), a côr também é mais intensa do que nas fêmeas.
Para tirar qualquer das duvidas é na época da reprodução, á medida que se aproxima a reprodução,podemos determinar com mais facilidade o sexo, a partir do tamanho e posição da cloaca(mais larga na fêmea do que no mcho), os machos ficam com a cloaca(mais alta e em forma de “espigão”).
Só o macho canta a fim de cativar as fêmeas, ao mesmo tempo provocar nas mesmas o clique da maternidade.
A fêmeas apena emite sons curtos e começam a transportar palha e penas no bico. Chamam insistentemente pelos machos e em poucos dias estarão prontas para acasalar.
Além disso, as fêmeas que estarão prontas a procriarem ostentam por vezes o ventre virtualmente depenado e “roliço”.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Os comedouros e bebedouros utilizados pela grande maioria dos criadores são do tipo externo, em plástico, com cúpula destacável em forma de meia lua.
Os de cúpula fixa não permitem uma boa limpeza e/ou desinfecção, não sendo recomendados. Considerando que a gaiola de cria ideal deve possuir 6 suportes externos recomenda-se distribuir 2 comedouros e um bebedouro de cada lado da divisória colocar água e comida dos dois lados evita que se percam pássaros, inadvertidamente, por sede ou fome, quando se esquece uma divisória central.
Tigelas de louça ou PVC são utilizadas para oferecer a farinhada de ovos, diariamente. Toma-se o cuidado de retirá-las ao final do dia, desprezar as sobras e lavá-las adequadamente.
Banheiras de plástico ou chapa galvanizada são apropriadas para o banho. A freqüência que se oferece depende da temperatura ambiente e das fases da criação, sendo muito comum propiciá-lo às vésperas da eclosão dos ovos para facilitá-la caso a umidade relativa do ar seja baixa.
Os ninhos mais frequentemente utilizados são os de pássaros podendo ser revestidos com espuma (1 cm de espessura), flanela, feltro ou corda de bacalhau (cizal). Sacos de estopa, previamente lavados e fervidos, cortados em pedaços de 5x5 cm e desfiados, são oferecidos para a "confecção dos ninhos".
4.Constituição do plantel
Esta é sem dúvida alguma, a etapa crucial de todo o processo podendo respresentar o sucesso ou o completo fracasso.
Nesta etapa não basta gostar. É preciso humildade e contar com a participação efetiva de algum criador recomendado ou pelo menos idôneo e conhecer.
A escolha dos reprodutores não é tarefa fácil mesmo quando se tem possibilidade financeira.
Os criadores, via de regra, não cedem seus melhores pássaros mesmo a "peso de ouro". É mais fácil conseguir um bom exemplar por amizade do que por outro método.
Associar-se a um clube ornitológico e solicitar a ajuda do diretor técnico pode ser um bom princípio.
Quando da aquisição dos pássaros dirija-se pessoalmente ao criador acompanhado de um "expert" evitando, sempre que possível, comprar pássaros por telefone. Evidentemente, existem situações que não permitem esta conduta, como no caso de criadores que residem em estados distantes dos principais centros. Neste caso dirifa-se sempre a um criador recomendado para fazer a encomenda.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
CANÁRIOS – COMO INICIAR UMA CRIAÇÃO
Aqui, ao contrário dos canários de cor cada raça apresenta características próprias que deverão ser observadas e trabalhadas.
Com relação aos canários de canto-clássico é necessário ser dotado de um certo dom musical ou será completa perda de tempo e dinheiro. Estes pássaros são avaliados pelas notas ou conjuntos de notas musicais que emitem. Exigem muita paciência e tempo para ouvi-los e selecionar os melhores cantores. Definido o que criar vamos adiante.
2.Quantidade e local
São os fatores fundamentais de decisão. A quantidade depende necessariamente do local que se predente acomodá-los. E mesmo que o local permita não se deve iniciar com um grande número de casais.
Diriamos que o número ideal de casais para iniciar uma criação é de no máximo 10 (dez), alguns podem achar muito e outros muito pouco.
Número de casais Área Média Filhotes/Casal Tempo de dedicação/dia
9 5 m2 08 – 10 30 min.
18 10 m2 06 – 08 60 min.
54 30 m2 05 – 06 90 min.
108 60 m2 04 – 05 120 min.
216 120 m2 04 >180 min.
Tabela 1 – Quantidade e local para criação de canários, considerando gaiolas de 60x40x30 cm.
Para esclarecer alguns aspectos da quantidade montamos a tabela 1, que representa aproximadamente o que em média ocorre na prática. É evidente que em função de muitas variáveis tais dados podem ser bastante alterados.
Com respeito ao local o ideal é que seja especificamente destinado à criação; bem iluminado, voltado para a nascente, com janelas amplas e teladas (pernilongos são inimigos mortais dos canários). Cômodos úmidos e frios são sinônimo de insucesso. A iluminação, pode ser controlada artificialmente desde que tecnicamente bem orientada (lâmpadas especiais e TIMER’S).
É importante lembrar que o local deve ser suficiente para acomodar os futuros filhotes e que as voadeiras geralmente em conjunto de três ou quatro não acomodam mais do que 15 – 20 filhotes cada.
Deve estar previsto, ainda, que o local ou criadouro de acesso à área ou pátio onde os pássaros possam ser expostos ao sol (banho e sol são fundamentais para desenvolver a plumagem). Recomenda-se não esquecer os pássaros ao relento quanto o tempo estiver nublado ou na existência de ventos, pois as correntes de ar podem causar sérios problemas respiratórios levando ao óbito.
Outro aspecto que deve ser observado é quanto à forração e vedação do criadouro. Insetos e roedores (camundongos) são extremamente indesejáveis. Seus dejetos podem transmitir doenças e sua presença principalmente, à noite pode causar verdadeiro caos na criação.
3.Gaiolas, acessáorios e utensílios
A gaiola ideal para a criação de canários deve possuir dimensões aproximadas de 60x40x30 cm, divisória central, laterais removiveis, bandeja, duas portas de mola e duas portas-guilhotina.
É perfeitamente possivel criar com qualquer outro tipo de gaiola, mas o criador irá descobrindo pouco a pouco a necessidade de se adequar ao modelo ideal.
A padronização é outro elemento fundamental, pois o que serve em uma serve na outra. Assim pode-se facilitar o corte de papel para forrar a bandeja sem a preocupação de tamanhos diferentes.
Manter grades e poleiros em duplicata, também é norma habitual e facilita a troca sempre que necessário.
Evite comprar um artigo pior somente porque é mais barato. Você poderá sentir na pele os efeitos de tal compra: uma aresta mal lixada pode causar escoriações ou mesmo verdadeiros cortes na pele.
É necessário, ainda, manter um determinado número de gaiolas individuais de modo a permitir o preparo de alguns exemplares para concurso e, eventualmente, separar algum pássaro por qualquer outra razão: doença, debicagem, observação, etc.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
CANÁRIOS – COMO INICIAR UMA CRIAÇÃO
A decisão de inciar a criação não pode estar amparada apenas em cima de alegação de que "gosto muito do canto dos canários belgas e rollers".
Antes de se decidir pela montagem de um plantel é necessário refletir sobre certos aspectos como por exemplo.
Disponibilidade financeira;
Disponibilidade de tempo;
Disponibilidade de local
Aceitação familiar;
Disponibilidade para leituras técnicas;
Possibilidades de intercâmbio.
Há pessoas que mantêm um ou dois casais de canários pendurados em qualquer canto da casa e que acabam por obter alguns filhotes. Mas não é disso que estamos falando. Na realidade, o que pretendemos é comentar os vários aspectos da montagem e desenvolvimento de um plantel, dentro de critérios técnicos mínimos que permitam ao criador entrosar-se no meio ornitológico e até mesmo se tornar um campeão.
Tomada a decisão de se iniciar uma criação vejamos o que deve ser considerado.
1.A escolha da variedade ou raça do canário
Os canários atualmente estão distribuídos em:
Canários de cor, com ou sem fator vermelho;
Canários de porte e desenho;
Canários de canto clássico.
É desejavel que o pretenso iniciante visite uma exposição onde possa observar e ouvir (no caso dos canários de canto) todas as cariedades, nos concursos regionais. De qualquer modo já é um bom princípio visitar uma exposição local ou regional.
Entre os canários de cor a opção mais fácil recai sobre os canários sem fator (brancos, amarelos) que dispensam a administração diária do suplemento corante (cataxantina) para manifesta toda a plenitude de suas cores.
A administração da cataxantina além de onerosa é trabalhosa e mesmo criadores experientes costumam ter problemas com sua administração.
Aconselhamos, portanto, que os principiantes iniciem com brancos e amarelos até mesmo com pássaros da linha escura sem fator.
Aqueles que optarem pelos canários de porte e de desenho (LIZARDS) deverão decidir por uma ou duas raças, no máximo. Os ingleses, tradicionais criadores das raças de porte e desenho, são quase sempre especialistas em uma determinada raça border,
norwich, yorkshire, gloster, fife-fancy, etc. (continua)…
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
A muda nos Canários
A muda da pena nos canários, como noutras aves, indica a preparação para o Inverno, dela vão resultar novos mantos, belíssimos mantos brilhantes que os protegerão das intempéries de uma estação onde o frio e a humidade imperam. Assim, com uma plumagem nova e quase impermeável, mais facilmente conseguirão sobreviver.
Quando pelo chão do canaril começam a aparecer penas é porque as aves começaram a mudar a plumagem. Geralmente inicia-se em Agosto para os filhotes da primeira ninhada. São as jovens aves que dão inicio à muda seguindo-se os progenitores. Os canários do ano normalmente não mudam as rémiges, lectrizes e tétrizes, tornando-se a muda menos penosa que nos adultos onde a mudança é total e exaustiva. As aves tornam-se mais débeis e vulneráveis a doenças. Para que a muda tenha êxito são necessários espaço, boa alimentação, bom arejamento do canaril, higiene periódica e um ambiente calmo evitando ao máximo o stress.
Os cuidados para uma plumagem sedosa, macia e brilhante começam no ninho mesmo antes dos primeiros ovos. Muito importante para as aves que necessitam de pigmentação artificial tanto aves melânicas como lipócromas, essencialmente de factor vermelho e amarelo. É aqui que se deve preparar a coloração tendo para isso o criador de fornecer a pigmentação artificial própria para cada tipo de ave tendo em conta se é melânica ou lipócroma e neste último caso se a ave necessita de pigmentação vermelha ou amarela.
Em todo o caso devem-se tomar precauções porque as substâncias que permitem a coloração artificial são filtradas pelos rins e fígado dando por vezes origem a doenças renais ou biliares. Eu, embora crie canários essencialmente melânicos (Canários Lizard e Borders em que não são admitidos corantes) administro regularmente um fármaco veterinário à base de Sorbitol. Costuma este composto estar aliado também a Lisina e a Colina. Tem um efeito benéfico sobre vários factores incluindo intoxicações no fígado e rins. Tenho este cuidado devido a possíveis sobrealimentações que muitas vezes passam despercebidas.
A alimentação é muito importante para a formação das penas e consequente mudança da plumagem. Os filhotes bem nutridos, a meu ver, evidenciam-se quando os “canudos” estão quase negros no dia da anilhagem (5º a 6º dias). Para isso devem ser alimentados, de preferência, com os sucos gástricos tanto da mãe como do pai, com a papa de cria, sementes germinadas ou cozidas (Eu utilizo as germinadas), alpista e aveia descascada (A aveia deve ser o mais branca possível e sem pó). A partir do 5º dia junto maçã. Ao 10º dia costumo inserir verduras. Pessoalmente prefiro as ervas do campo: Brássicas, Crucíferas e Beldroegas. Dou uma vez por semana. Quando separo as crias tento manter a mesma dieta eliminando, nas duas primeiras semanas as ervas, voltando a serem dadas com a mesma periodicidade.
Muito cuidado ao administrar ervas do campo pelos seguintes motivos: Os pesticidas, os parasitas, fezes e urina de animais. Deve-se escolher muito bem o local onde se apanham as plantas, de preferência devem vir do nosso quintal ou dos nossos vasos. Para libertar as ervas dos parasitas basta ficarem imersas em água com vinagre de vinho durante uma hora deixando secar ao sol.
Quando os canários vão para o voadouro, passadas cerca de duas três semanas começamos a notar algumas plumas no chão. Trata-se de uma pequena muda que por vezes acaba dentro de outras duas semanas. É como que uma preparação. A muda, não é repentina, tem fases consoante a temperatura e luminosidade e também a humidade. Nos Verões em que o calor é prolongado e o ar seco, a muda atrasa-se. A altura em que é mais acentuada geralmente ocorre em Agosto e princípios de Setembro para os canários do ano. Mas isto acontece no meu sistema de criação porque as minhas aves começam a reprodução em finais de Fevereiro princípios de Março sensivelmente. Para outros sistemas de criação, especialmente para quem começa a criar muito cedo, a muda será igualmente mais cedo.
Há que ter cuidado com alterações bruscas de temperatura e luminosidade especialmente porque a sua oscilação provoca uma muda súbita o que não seria nada agradável no meio do período da reprodução. Outra situação é o Stress. Muitas vezes depois das exposições ou mudança de instalações as aves entram em muda. Os meus canários, quando acidentalmente tive que fazer umas alterações ao canaril, tiveram uma muda diferente dos outros anos em que o ambiente era calmo. Notei que a muda não se dava continuamente, existindo fases em que a queda das penas era maior e outras em que quase não caíam.
O “desmame” da alimentação das crias deve ser orientado para a alimentação própria da muda da pena. Os antigos punham nos voadouros sebo de vaca. Diziam que os canários ficavam com as penas mais brilhantes. Não é por acaso que tal acontecia pois a gordura, além do mais, tem que estar presente nesta época. Como vamos dar gordura? Com sebo de vaca? Claro que não precisamos de correr riscos, com todo o tipo de doenças que este tipo de “truque” passado de gerações em gerações causava. Pois talvez a mortandade das aves fosse avassaladora. Pessoalmente penso que a melhor forma das aves obterem a gordura correcta de que necessitam é através das sementes germinadas. Nas sementes germinadas, a sua gordura está presente como alfatocoferol vitamina liposoluvel, a vitamina específica do crescimento, renovação e construção de tecidos, necessária à reprodução e essencial na renovação das penas.
Este preparado de sementes está incluído na alimentação dos meus canários durante todo o ano (embora em dosagens diferente). Nesta altura, elas fazem parte da ementa dos meus canários diariamente. Mas atenção! Para a alimentação com estas sementes são necessários cuidados especiais pois a isso o exigem sob pena da proliferação de fungos, bolores e bactérias tipo salmonelas, colibaciloses e cândidas.
Se a temperatura subir acima dos 30ºC mudo as sementes duas vezes por dia assim como os recipientes em que ficaram, colocando-os em água com lixívia ou vinagre de vinho. Se a temperatura não for tão alta basta uma vez. Não guardo restos de sementes, preparando-as para isso todos os dias. Dou também papa com vitaminas e aminoácidos essenciais próprias destinadas ao aceleramento e boa formação das novas penas. Os aminoácidos que devem estar presentes na alimentação serão, a lisina, metionina e cistina como também a biotina.
Continuo com alpista diariamente e aveia descascada em dias alternados. Tendo atenção o funcionamento dos intestinos, junto ao esquema alimentar ervas duas vezes por semana (por exemplo à segunda-feira e à quinta-feira). Tenho o hábito de deixar um recipiente bastante largo com terra que foi retirada do meu quintal no início das chuvas no Inverno. Nesta altura a terra está limpa contendo muitos nutrientes que os canários adoram tendo também o deleite de se “espojarem”.
Quando está prestes a terminar a muda deixo de fornecer aveia pois a necessidade de hidratos de carbono diminui. Visto isto para evitar a obesidade deixo os canários com uma dieta que denomino de dieta de repouso. Consiste essencialmente em alpista, sementes germinadas em proporções muito menores que anteriormente, papa de muda também muito simbolicamente, ervas, maçã e cenoura em dias alternados. Adiciono também papa com alho em pó.
Quando há uma grande população no canaril os cuidados com a higiene devem ser redobrados. Pessoalmente troco os bebedouros e comedouros de sementes germinadas diariamente por outros que tiveram imersos em água com lixívia e que ficaram expostos ao sol durante um dia. Renovo os tabuleiros do fundo das gaiolas por outros lavados em que coloco no fundo sal sendo cobertos por folhas de papel, pode ser jornal. Assim é mais difícil que ácaros e bactérias proliferem pois o sal inibe o aparecimento destas. Todos os utensílios de madeira são pincelados por uma solução de óleo de soja misturado com um acaricida em pó, deixando secar posteriormente os utensílios. O chão do voadouro contém areia de gato nos locais onde as aves defecam, sendo renovado semanalmente ou se a população é muito elevada mais amiúde. Lavo o chão com uma esfregona molhada em água com um pouco de lixívia. Nesta altura deixo as janelas abertas provocando um grande arejamento durante duas ou três horas. Nunca tive problemas, no entanto há quem em vez de lixívia junte vinagre de vinho, substância inócua com um elevado poder de desinfecção.
Todo o voadouro tem poleiros individuais, tipo poleiro casinha de plástico que impedem a picagem, aumentando o espaço útil não havendo aves sujas. Outra vantagem é que o próprio voadouro mantém-se mais tempo limpo.
O arejamento do espaço é vital para bons resultados e nesta fase é muito importante pois mais do que nunca as aves necessitam de ar limpo isento de partículas nocivas à sua saúde. Nos dias de muito calor pode abrir as janelas durante o período da manhã fechando-as quando a temperatura começa a subir. Assim como no fim da tarde e eventualmente durante a noite, se a amplitude térmica não for exagerada. Mas reside o problema do pó das penas e claro, as plumagens. Sugiro, para uma boa ventilação e filtragem do pó e das plumagens, um sistema feito com uma caixa em que numa extremidade coloca-se uma ventoinha que obriga o ar a entrar dentro da caixa. Colocando na abertura de entrada da caixa uma rede com malha de aproximadamente 1 cm e no meio um filtro feito com uma espécie de tecido tipo “Drakalon” à venda nas retrosarias (costuma servir para encher edredões). A caixa deve localizar-se num canto do canaril de preferência no chão.
Um sistema de emergência para aqueles dias de calor abrasivo pode ser usar mesmo uma pequena ventoinha. Se eventualmente vivermos num local sujeito a fumos de escape, ou outros será melhor utilizar um ionizador para filtragem e purificação do ar.
O espaço é medido teoricamente por cerca de 4 aves por metro cúbico. A meu ver penso que o espaço deve ser contabilizado apenas pela parte útil. Quero com isto dizer local para alimentação individual, local de voo, local de descanso e banho. Os canários nesta altura sentem a necessidade de bando tendo comportamentos próprios das espécies que vivem em comunidade. No entanto não significa que se amontoem. Uma sobre população leva inevitavelmente e naturalmente à proliferação de doenças como tentativa de reequilibrar esta mesma população. Pois naturalmente quando há excesso de população a Natureza despoleta a defesa de eliminar parte dessa população. Em consequência teremos aves mais débeis, pior nutridas, com comportamentos como a picagem e atreitas a doenças. A arquitectura do espaço do canaril terá de passar pelo espaço útil de cada indivíduo assim como todas as actividades próprias do bando.
Fonte: Manuel João Múrias
terça-feira, 1 de abril de 2008
Um pouco sobre a história dos Diamantes de Gould
(continuação)
Estas aves gozavam (ou gozam) de uma reputação de criação difícil, em parte porque as fêmeas costumavam abandonar a ninhada prematuramente. No entanto, como muitos criadores desejam ter descendência destas aves utilizam normalmente as amas (Bengalins do Japão) para chocar e criar as crias dos Diamantes.
De um modo geral com este método tem-se tido muito sucesso, sendo no entanto preferível que sejam os próprios progenitores a fazê-lo.
São utilizados ninhos em madeira rectangular, semi aberta para a criação, para a confecção do ninho usa-se uma mistura que se encontra no comércio que é muito macia e muito apreciada pelas aves.
Normalmente a postura é de 4 a 8 ovos, onde as crias nascem após 14 dias, mais ou menos. A plumagem surge ao fim de pouco mais de três semanas. Em condições normais, as aves adquirem a plumagem definitiva após três a quatro meses, embora possa demorar mais.
Há muitas mutações de Diamantes de Gould: cabeça preta, cinza, vermelha, laranja e camurça, quanto ao peito há: Lilás, branco e creme, finalmente o corpo: Amarelo, azul, branco, pasteis, verdes, podendo ainda assim existir ainda alguma mutação não citada neste texto.
quarta-feira, 12 de março de 2008
Um pouco sobre estas aves maravilhosas…
Os Diamantes de Gould, são aves de origem Australianas e medem cerca de 13, 14 cm. A distinção entre ou sexos é relativamente fácil, devido aos machos terem as cor da plumagem mais vivas do que a das fêmeas.
Os Diamantes de Gould são aves pacíficas e gregárias que adoram companhia. No seu país de origem vivem em grandes bandos. Os machos não lutam entre si, só na época de reprodução. Os diamantes vivem melhor num recinto fechado do que ao ar livre. No entanto podem ser mantidos em gaiolas (de criação), embora o espaço não os estimule ao movimento, o que dá origem a obstipações e a que as aves engordem. Estas aves adoram o sol, não sendo por isso que não resistam a temperaturas mais baixas, pelo contrário se as aves gozarem de perfeita saúde resistem sem problemas nenhuns.
A alimentação base é uma mistura de sementes (60% de alpista e 40% de mistura para exóticos). Também se pode administrar papa com insectos, adoram sementes frescas e milho painço. É conveniente que disponham de arenito, para que as aves possam satisfazer as suas necessidades digestivas.
Continua…
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Preparação para a reprodução
Continuação (preparação para a reprodução)
No que respeita à questão da alimentação, da mesma forma que em condições naturais, as plantas amadurecem e criam os seus grãos para alimentação, permitindo aos granívoros na aproximação da Primavera ter uma boa alimentação, em cativeiro devemos também ter em consideração a alimentação adequada consoante a época (Manutenção, Preparação, Reprodução).
Na fase de repouso a alimentação deve ser à base de sementes secas, essencialmente de alpista, enriquecendo gradualmente esta alimentação na preparação e criação, para que seja estimulado a maduração sexual e sobretudo haja uma alimentação disponível e suficiente para alimentar todas as necessidades próprias no desenvolvimento das criações.
O enriquecimento de uma adequada alimentação deve ser gradual à base de alimentos brancos, nutritivos e apetecíveis, tais como sementes germinadas, hidratadas, tendo em atenção os métodos de preparação adequados, evitando a transmissão de fungos, propicio a este tipo de alimentação.
Uma a duas vezes por semana devem administrar verduras ou frutas variadas, garantindo uma variabilidade no regime de alimentação e uma dieta saudável no que respeita ás vitaminas. Apesar de uma alimentação variada é também aconselhado nos locais de pouca luminosidade e fechados a administração de vitamina E, vitamina importante para a fecundação e um polivitaminico, proporcionando um equilíbrio fundamental para a obtenção de bons resultados.
José Ferreira
Juiz OMJ- Canários de Côr
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Continuação (preparação para a reprodução)
A escolha destes dois métodos, com as vantagens e desvantagens de cada um, depende sempre de condições que temos para podermos optar pela escolha mais indicada.
Com a luz natural tudo se desenvolve a um ritmo, mais tranquilo e sem duvida mais saudável, reflectindo-se na obtenção de melhores resultados, meses ideais: Março, Abril; Maio e meados de Junho a não ser que tenhamos meses frios e húmidos que tenhamos de recorrer a recursos artificiais.
A luz artificial, por contrário, impõe a utilização de um relógio temporizador, programado diariamente e potencialmente “perigoso” para mudas fora de tempo por excesso de luz.
Uma programação de luz requer uma programação de temperatura harmoniosa e coordenada, de forma a ter nos finais de Janeiro 12 horas em média de luz e temperatura de 7/8 graus, isto implica logicamente termómetros, higrómetros e fontes de calor, com custos acrescidos pelo consumo de energia. Para não falar de desumidificadores e sistemas de isolamento essenciais para a criação fora de tempo ou em condições adversas.
Se optarmos por utilizar luz artificial, devemos sempre de forma gradual tirar ou aumentar o número de horas de luz, essencialmente neste ultimo caso em que se não for assim, podemos correr o risco de termos muda de penas fora de tempo, (falsas mudas) por alterações no metabolismo da ave por excesso de luz, com consequentes comprometimentos nos bons resultados na totalidade da época de criação.
Continua…
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Preparação para a reprodução
Em Janeiro, Fevereiro na generalidade dos casos é os meses indicados para a formação dos casais. Devemos “estudar” previamente as aves em melhores condições, são só ao nível fénotipo (aspecto exterior da ave) e génotipo (património genético da ave), mas essencialmente às condições de saúde, dando sempre um tempo de adaptação ao casal para que tenham um relacionamento harmonioso que é fundamental para a fecundação dos ovos e consequentemente de bons resultados.
Aspectos a ter em conta na preparação dos reprodutores são essencialmente o ambiente e alimentação.
Considerando a boa saúde dos reprodutores, temperatura adequada e sobretudo a luz, são componentes fundamentais para a obtenção de bons resultados. Podemos favorecer esta preparação com um programa organizado de luz artificial, simulando as horas de luz ideais na época de preparação e reprodução ou então aguardando pela época ideal, como é a Primavera.
Continua…
domingo, 20 de janeiro de 2008
Panorama de desenvolvimento dos jovens canários
1º ao 5º dia: Os filhotes têm
ainda os olhos fechados e ficam
frequentemente na posição de embrião,
com a cabeça dobrada para a barriga.
6º dia: Os olhos abrem-se.
Tornam-se visíveis os rebentos
das penas.
7º ao 8º dia: Expulsão voluntária
dos excrementos para fora do ninho.
12º dia: As penas rebentaram e já
se desenvolveram bastante.
17º ao 18º dia: Os jovens canários
deixam o ninho, mas ainda são
alimentados pelos progenitores.
30º dia: Independência completa.
2º ao 4º mês: Primeira muda das penas,
incluindo as das asas e do rabo, são
substituídas. Depois a plumagem é
igual á das aves adultas e os jovens
canário tornam-se púberes.
domingo, 13 de janeiro de 2008
Vamos falar sobre conceito de vitaminas…
As vitaminas: são corpos químicos indispensáveis em pequenas quantidades para manter a vida, o crescimento e o normal funcionamento dos órgãos do corpo.
As vitaminas, as aves vão buscá-las á alimentação (as naturais, mas as quantidades produzidas por estas não são suficientes), pois também normalmente as vitaminas não produzidas no próprio organismo do canário sendo necessária a administração pela mão do próprio criador através da alimentação (as sintéticas; em forma de gotas liquidas, em pó, comprimidos ou cápsulas). A falta de vitaminas provoca retardamentos no crescimento, resistência débil ás doenças, dificuldades na criação, etc., muitas das vezes até á morte. O excessivo uso de vitaminas também provoca danos no organismo. As vitaminas só por si eram tema para um artigo bastante longo, dei eu não entrar muito em pormenores…tanto de funções como descrições de generalidade, mas a minha função é generalizar o tema de maneira que quem leia este artigo consiga perceber minimamente a importância das vitaminas na vida das aves e não só.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
As aves e a luz
Nas aves, o período da reprodução natural, ocorre numa altura em que há maior luminosidade, ou seja, no início da Primavera, quando os dias começam a ser mais longos.
A luz, especificamente o aumento da duração e intensidade, tem um grande efeito no ciclo reprodutivo; estimula a hipófise a produzir seus hormônios, entre os quais aqueles que estão envolvidos no processo de reprodução. Ao concluir, portanto, que aumentos artificiais na quantidade diária de luz são estimulantes do processo reprodutivo, alguns criadores conseguem induzir as suas aves a antecipar o início das criações, usando para esse efeito lâmpadas com um aspectro específico (Arcadia Bird Lamp).
No entanto, qualquer aumento (ou diminuição) de luminosidade, deve ser feito de maneira gradual, porque caso contrário pode levar a que as aves entrem em muda de penas (muda falsa).
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
domingo, 30 de dezembro de 2007
Alguns conselhos práticos para canários
(continuação)
Anilhamento
Qual a melhor altura para anilhar as aves?
Normalmente entre o 5º e o 6º dia, no entanto deve-se ter em conta com o desenvolvimento da jovem ave. A anilha é o bilhete de identidade da ave, pois nela consta o seguinte: ano de nascimento, numero da ave,numero de criador “stam” e sigla do clube que pertence o criador. A anilha é fechada e não permite a falsificação da identidade do pássaro. O Anilhamento e feito da seguinte forma: colocam-se os três dedos da frente no interior da anilha, depois de fazer a anilha subir pela pata passará o outro dedo, estando a anilha colocada. Muito cuidado para não colocar a anilha muito cedo que acaba por cair, ou muito tarde e ai pode magoar a ave ao tentar colocá-la.
Separação das jovens aves
Normalmente as jovens aves separam-se por volta do 30º dia após o nascimento. Mas geralmente nessa data ainda são alimentadas pelos progenitores. Quando deixarem de ser alimentadas pelos progenitores colocar as aves em viveiros amplos para as jovens aves se desenvolverem, nesse mesmo viveiro deve – se colocar a disposição das aves água com vitamínico, sementes, papa e outros que o criador ache necessário.
Entretanto os progenitores continuam o seu ciclo de criação…deve-se salientar que as aves só deverão fazer três posturas para o bem estar das mesmas…
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Alguns conselhos práticos
Eclosão
No fim do período de incubação, cerca de 14 dias mais ou menos ao longo do qual o embrião se desenvolve no interior do ovo o jovem cai bicar a casca com a saliência córnea do seu bico chamada “diamante”. A mãe pássaro pode assim intervir nesta operação delicada. A casca vai então partir-se, libertando assim o passarinho. Ela chega a comer completamente a casca, mas estas por vezes são atiradas para fora do ninho.
Alimentação
Dois a três dias antes do nascimento, deve-se colocar á disposição dos pais, todo o material necessário para uma correcta alimentação. A mãe geralmente é atenciosa, pelo menos na primeira semana para alimentar os jovens, da sua alimentação dependerá o sucesso das jovens aves. A fêmea encarregar-se-á da limpeza do ninho, isso deverá acontecer até ao 12º dia, após esse período as jovens aves deverão ser capazes de expelir as suas necessidades para fora do ninho. Deverá ter-se em conta que alguns casais não alimentam bem as suas crias, e será ai que o criador terá de intervir, pois tem que alimentar as crias com papas próprias que estão disponíveis nas lojas da especialidade. (ex. papa baby, papex, entre outras), ou terá que colocar as jovens aves, noutros casais que tenhas crias da mesma idade.
Continua…
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Principais recomendações para criadores...
1- Não alimente as suas aves com sementes, misturas e outras substâncias que não estejam garantidas por uma firma especializada em nutrição.
2- Administre apenas medicamentos e antibióticos quando a enfermidade assim o exija e sempre nas doses mínimas recomendadas.
3- Não se esqueça que a melhor medicação é a higiene e a profilaxia, já que mais vale prevenir do que remediar.
4- Evite mudanças bruscas de temperatura, correntes de ar, excessos de calor e mudanças de locais.
5- Quando adquirir uma ave, procure que esta seja são, robusta e de melhor qualidade possível.
6- Faça-se sócio de um clube, onde lhe forneceram as anilhas e onde poderá encontrar soluções para algumas dificuldades que surjam.
7- Use insecticidas fabricados exclusivamente para aves e com garantia de especialistas em animais de estimação.
8- Periodicamente administre correctores vitaminicos.
9- Limpe e desinfecte as gaiolas, viveiros, comedouros, bebedouros e todos os utensílios.
10- Quando adquirir um novo exemplar não o junte aos que já lá estão, coloque-o numa gaiola de quarentena, para o observar.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Um pouco sobre genética(continuação)
Foi por situações semelhantes que algumas mutações ganharam fama de serem muito sensíveis ou até mesmo letais, erradamente. Veja-se o caso dos mandarins de bochecha negra, onde o cruzamento de dois recessivos ainda é “proibido” pelo surgimento de algumas crias melanisticas que morreriam sem deixar descendentes e por causas inteiramente ambientais, devido a deficiências nutritivas não queremos dizer com isto que podemos usar toas as aves com defeito para a reprodução, não, pelo contrário.
Um bom exemplo disto é dos canários de factor vermelho. Por muito boa que seja a genética dos pais, se os filhos não receberem os suplementos necessários (corantes) durante a muda, nunca ganharam toda a cor pretendida. Este exemplo é perfeito para perceber como todo este processo se desenrola. Aqui a genética influencia o modo como o pigmento é absorvido e distribuído pela plumagem da ave mas aqui o ambiente é que controla a quantidade de pigmento que tem de ser distribuído. Suponhamos que o criador se esquecia de dar o corante numa época, mas sabia fazer um cruzamento com resultados já dados em anos anteriores. Não era por os filhos serem laranjas que não seriam bons geneticamente, muito provavelmente se na época seguinte fossem administrados os corantes necessários os descendentes dessas aves poderiam exprimir toda a sua capacidade genética.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Um pouco sobre genética...
Certamente que já várias vezes juntámos duas aves na esperança de que produzissem crias da cor de um dos pais e no final se obteve quase todas as cores possíveis ou até mesmo a cor que pretendíamos.
A cor é só um exemplo, pois podíamos fazê-lo em relação a vários factores, tais como: porte, tamanho, qualidades reprodutoras, etc.
A transmissão de certas características de pais para filhos é regida por “leis” que são a base da genética que devemos conhecer, ou pelo menos devíamos.
É importante salientar que alguns factores são ambientais e nem sempre é fácil de distingui-los. Por exemplo, uma ave que permaneça no ninho por dois meses (como por exemplo os psitacídeos) se não tiverem uma alimentação adequada, nomeadamente cálcio e vitaminas podem ficar com problemas nas patas. Agora imaginemos que essa ave era uma fêmea com qualidades excelentes... muito provavelmente muitos criadores acabariam por não a usar na criação por estar debilitada, mas o facto é que os problemas que ela tem não são transmissíveis aos filhos, pois a sua causa foi ambiental e quase de certeza que com uma alimentação equilibrada e adequada as sua crias não iriam ter quais queres problemas.
Continua…
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Germinação

“como alimento para aves”
Chamamos de germinação, ao inicio de um processo de brotação da semente onde sob condições adequadas, uma nova planta crescerá.
Todas as sementes em bom estado podem ser germinadas,desde que sejam submetidas a condições adequadas a temperatura e humidade.As condições para a germinação variam de semente para semente..contudo encontra-se á venda sementes especialmente para germinação.
No inicio deste processo de germinação, todos os recursos das sementes são concentradas nos “brotos”, dai serem tão ricos em vitaminas e nutrientes.
Como fazer a germinação?
Fazer a germinação é muito fácil, basta para isso lavá-las muito bem lavadas em água corrente.Deixá-las de molho durante 24 horas, após esse período lavá-las novamente e deixá-las a escorrer num”passe-vit” ou escorredor durante mais vinte e quatro horas. De seguida podem ser servidas as aves num período máximo de 24 horas,ao fim desse prazo deve m ser retiradas porque começaram a entrar em decomposição,fungos,bolor,
etc.
Vantagem da germinação...
As sementes germinadas são macias, altamente digestíveis, paladáveis e muito nutritivas.
São tenras, fazendo com que as crias iniciem mais cedo a ingestão de sementes e fazendo com que se alimentem com mais regularidade.
São especialmente indicadas para as crias das nossas aves, que assim que são separadas dos progenitores ainda têm dificuldades em ingerir a mistura para eles indicada, assim sendo as crias desenvolvem-se mais rapidamente diminuindo a morte das crias após a separação dos progenitores.
Conclusão...






